Boa Tarde!
Hoje chegamos à metade do ano. É como aquele momento no qual olhamos para trás e enxergamos como conclusos bem menos do que pretendíamos nos projetos do famoso Primeiro de Janeiro. Por isso não é um dia fácil de ser encarado e vencido. Mas assumirmos as nossas realidades (profissional e pessoal), em especial quando havíamos criado expectativas e metas muito ousadas, sempre é uma tarefa das mais espinhosas e doloridas.
A Vida insiste em sermos realistas, sonhadores com pés colados ao chão, ousados sem nos levarmos para as irresponsabilidades ou as quimeras. Não adianta insistirmos com aquilo que poderia ter sido, ou como seria maravilhoso "SE".
Em minha vida de gestor, já são quase vinte anos ininterruptos, aprendi que: SE, QUASE, ERA, EX e VICE não resolvem absolutamente nada neste país tropical, nem em nossas empresas e muito menos em nossas vidas. Assim, melhor não se deixar apriisionar por nenhuma delas.
SE eu fosse assim...
QUASE chegamos lá...
ERA para ter sido perfeito...
EX-Diretor...
VICE Campeão de 2008.
O que significam? Que mensagem deixam? Quem se lembra?
A causa é que todas estas colocações se reportam ao TER alcançado algo, ou a se TER atingido um situação, ou mesmo TER obtido um título. Tudo na vida que se informa com o verbo TER é passageiro, transitório e deixará de ter importância apenas 24 horas após o feito.
O que fica e é inapagável é o SER. Aqueles que foram nossos ícones de vida, de correção, de exemplo, de caminhada. Aqueles que foram amigos nas horas difíceis, camaradas nos momentos alegras, irmãos nos momentos em que cercados de multidões sentímo-nos sozinhos, recheados de coisas materiais, parecíamos vazios na alma.
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