16 de set. de 2011

A FATALIDADE

Bom dia!

A saúde é um campo muito duro de atuação. Não bastassem os problemas e estruturais, negociais e regulatórios com os quais os gestores formam suas agendas diárias, ainda temos que conviver (e aprender a superar) as perdas de vidas por razões não mais esperáveis nesta segunda década do Século XXI.
São situações impensáveis, como a morte de uma jovem senhora de 32 anos de idade por pressão alta. Não nos cabe julgar as equipes e instituições envolvidas, pois a medicina não é uma ciência exata, tampouco os médicos são deuses (aceitem este fato ou não). É a triste sensação de  impotência cumulada com a certeza de que enquanto gastamos mais de 90% de nossas cargas horárias discutindo esta ou aquela incorporação tecnológica, nem os 10% restante dedicamos de forma integral à discussão da produção efetiva da Saúde.
Vivemos uma fantasia de mercado de primeiro mundo, acreditando termos uma cultura, um sistema estruturado e governos comprometidos, como é possível identificar em países desenvolvidos (de verdade), enquanto nossas necessidades de saúde (e consequentemente nossa qualidade de vida) terão que ser resolvidas no terceiro mundo.
Não é uma doce ilusão.
É mais um pesadelo que já dura há muito tempo. Apenas continuamos acreditando que ele será resolvido sem abrirmos os nossos olhos e, de frente, encararmos as causas verdadeiras e punir os responsáveis. Até que isto aconteça, se é que um dia acontecerá, teremos que secar as lágrimas dos parentes destas pessoas queridas que continuarão a ser números da famigerada "fatalidade".
Será que fatalidade é uma doença???

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