4 de set. de 2011

IMPOSTOS E CIGARROS

Boa Tarde!

As declarações do Ministro Padilha de que pretende defender junto ao Congresso Nacional um aumento das alíquotas de Impostos sobre DPVAT, Cigarro e Bebidas, destinando-o ao Ministério da Saúde deve ser saudada e apoiada. Desde que isto não signifique, no caso específico do DPVAT, um maior ônus aos proprietários de automóveis.
Já o mesmo não vale em minha opinião, para os tributos que oneram os consumidores de tabaco e de álcool. Para estes, o imposto não apenas poderia como deveria ser incrementado expressivamente. Fumar e beber não são necessidades do ser humano, são opções exercidas livremente por eles. E estas escolhas causam a sua destruição e criam riscos para todos os que convivem com eles, ou seja, são verdadeiras ameaças coletivas.
Como ex-fumante posso falar de cátedra acerca da teimosia daqueles que se deixam tornar-se dependentes do fumo. Eles sabem o mal que estão causando a si próprios, conhecem os malefícios da fumaça do cigarro aos fumantes passivos e, ainda assim, não resistem a uma baforadinha. Portanto, nada mais justo do que serem imputados pelo perigo que volunatriamente trazem aos outros. É um dolo consentido.
Vale a mesma coisa para o álcool que, além de tudo, causa a desagregação e destruição da própria família do viciado, a perda de suas relações de amizade e, em várias ocasiões, seu alijamento profissional e social. Mesmo a dependência química sendo uma doença, o primeiro trago sempre é uma escolha livre do indivíduo.
Ora, num país em que a consciência coletiva é provocada pelo tamanho do ataque ao bolso do individuo, merece elogios a fala do Ministro Padilha, feita ontem em Salvador (BA). Tomara que inspirado pelos bons ventos da capital baiana ele se anime a levar adiante esta cruzada. Que esta correta postura não se torne apenas mais uma fala de palanque.
Os incomodados que larguem o cigarro e desistam da bebida, para o bem de todos.

Nenhum comentário: