25 de out. de 2011

ESTRANHO MUNDO

Boa Tarde!



O que você faria se tivesse que optar um financiar apenas um único país, por conta da redução das doações em dinheiro, no combate ao eterno vilão da AIDS? Escolheria entre um país que sem quaisquer tipos de ajuda externa conseguiu reduzir em mais de 80% as infecções entre os mais jovens, ou outro onde este número aumentou. Refiro-me ao dinheiro para tratar os já infectados.

Quem você (tristemente) iria escolher? Quem fez o seu dever de casa ou o que não o fez? Quem está tomando conta de suas responsabilidades, ou quem apenas vai tocando segundo os modismos atuais?

Se você respondeu quem cumpre seus deveres, infelizmente, você jamais trabalhará na ONU. Refiro-me à UGANDA. Este país que resolveu cuidar da formação e da prevenção pela educação, ao invés de apenas centrar na distribuição de camisinhas (ou em campanhas ridículas como as que são feitas em nosso país), os pilares de sua campanha contra a AIDS.

Mesmo com toda a terrível herança da guerra civil, da fome e da miséria, os ugandenses tocaram seu programa e conseguiram resultados. E agora? Agora eles simplesmente pararam de receber ajuda para os pacientes já infectados. Só isso, como se isto fosse simples assim.

A campanha de educação baseada no combate à promiscuidade, à antecipação da vida sexual para os solteiros e ao costume tribal de infidelidade dos casados, provocou uma verdadeira revolução na sociedade daquele pequeno país africano, com reduções de 61 para 2% dos casos de meninas que antecipam o início de sua vida sexual. E qual é a contrapartida dos países ricos, aqueles que fabricam e vendem camisinhas como panacéia para este problema? Redução de até 88% nas verbas para tratamento dos quase 200 mil ugandenses já contaminados.

Estranho mundo este nosso. A prevenção tem que ser a distribuição de camisinhas, segundo a ONU, enquanto as ações de educação são punidas. O método que deu certo é condenado ao ostracismo, enquanto os países que fecham seus olhos às causas reais da AIDS continuam a receber polpudas injeções de dólares. Afinal de contas, Educação em Saúde não é mais uma ferramenta da Prevenção e da Promoção? E camisinha, é?

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