30 de nov. de 2011

QUESTÕES PARA PENSAR

Boa Noite!

Tenho escutado alguns jovens gestores se queixado de que as oportunidades estão cada vez mais raras e as exigências maiores. Eles exibem seus diplomas e certificados de cursos, seminários, congressos e outras especializações feitas e não conseguem entender porque foram preteridos nas promoções. Descontada a grande parcela da ansiedade que é própria dos mais novos, em quaisquer profissões, vale refletirmos sobre aspectos que tenho identificado nas formações contemporâneas:


1. Existe uma certa desqualificação da experiência, muitas vezes tratada com certo desdém, como se rodagem fosse sinônimo de algo desprezível. Ora, o que se deve combater é a acomodação, o abandono da motivação ou a falta de competência atualizada para a gestão do processo específico. E nenhuma destas deficiências têm a ver com a idade profissional ou pessoal! O aprendizado pressupõe a criação de um ambiente em que o educando sinta-se atraído pela lição, pela sua atualidade, necessidade e correspondência prática. Mas o processo de educação requer aderência de quem deseja aprender. Os jovens gestores não estão aproveitando a vivência dos técnicos que compõem suas equipes, nem consolidando as vitórias do time ao qual cabe liderar. Devemos ser mais humildes nas certezas que pensamos ter e mais ousados nos pedidos de aconselhamento técnico, em especial quando nos são dados profissionais que além de éticos e sérios, possuem experiência e vivência em seus processos.

2. A formação cultural de cada um, e não estou falando de elitismo, e sim de conhecimento generalista, deve voltar a ocupar uma posição central na vida dos jovens executivos. Ser especialista por conhecer bem o processo e o sistema onde está inserido é uma boa, se esta especialização não significa enterrar a cabeça na areia e esquecer o resto do mundo! Compreender as forças que movem a sociedade, influenciam na formação e composição dos grupos e das equipes e propiciam as grandes causas das grandes mudanças, ainda é um dos maiores diferenciais para todos aqueles que realmente acreditam no conceito de EMPREGABILIDADE. Entretanto, percebo uma ênfase impressionante no terreno das futilidades (pessoais e sociais), em detrimento do incentivo ao crescimento dos executivos nos campos do conhecimento humano.

Empresas dirigidas por idiotas terão, certamente, um portfólio de produtos idiotas, mas que não serão comprados, pois clientes não são idiotas. Parece redundância, e é! Pois desejo marcar bem esta questão: chega de iludir nossos jovens aprendizes, ou de enganá-los associando comparecimentos a churrascos com sucesso na carreira! O mercado necessita de conteúdo para crescer, e não o conseguiremos esvaziando aqueles que devem conduzir as corporações! Dos mais experientes espera-se que assumam seu papel de condutores do processo de capacitação dos mais jovens, deixando o papel de “bonzinhos” para os atores e atrizes das novelas do horário nobre.

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