30 de nov. de 2011

CUMPRIR O QUE SE PROMETE

Boa Noite!

Desde que me entendo 'de gente' como se diz em minha terra natal, escuto todos os sábios idosos da minha família repetirem que: "o acordado não é caro". Isto quer dizer que aquilo que se promete após uma negociação, ou um acordo empresarial, deve sempre ser cumprido no tempo e na forma estabelecidas. Mais do que um requisito essencial a um negociador, o cumprimento da palavra empenhado é uma questão de pleno exercício da Ética: se vigio meus passos e minhas responsabilidades para cumprir o que afirmei fazê-lo, terei que necessariamente pensar no coletivo, no correto e na forma mais honesta e justa de consegui-lo.
Por isso causa-me estranheza e certo desânimo perceber que, para alguns jovens executivos de empresas, a palavra nada mais é do que um torpe meio de se ludibriar outras pessoas. É uma 'forma' de se ganhar tempo. Forma, diga-se de passagem, vil e medonha, pois não expõe apenas a falta de ética (o que já seria lamentável), mas a própria incompetência de quem assim o faz.
Se nós não temos competência para fazer algo que julgávamos ter, devemos usar a única estratégia possível: pedir as contas e ir embora. Ao tentarmos enganar outros, estamos perdendo não apenas tempo valioso de nossas carreiras, mas a própria credibilidade profissional. Inexiste maior patrimônio para um gestor do que sua credibilidade, seu nome, o respeito profissional que adquiriu com sua coerência entre o acordado e o cumprido. Todo o restante é supérfluo e passageiro. Mas a honra, a honestidade e o conceito ficam, para sempre. Eles serão lembrados, quase nunca nos momentos em que temos presente os verdadeiros profissionais, mas SEMPRE nas suas ausências.

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