12 de dez. de 2011

O PRÓXIMO BIG BROTHER

Boa Noite!

Está chegando o final do ano e ainda não sei, de verdade, se a Globo irá insistir com o Big Brother número duzentos e não sei quantos. Tão logo ela se decida a fazâ-lo (esperemos que não), os demais fatos do noticiário serão esquecidos por milhões de brasileiros. De fato algumas coisas estão mudando em nossa pátria:

Vai passando o tempo e logo estaremos todos esquecidos deste ou daquele escândalo que nos aflige nesta semana. Ou no máximo, o crime horrendo da semana passada, mais uma deputada recebendo propina que será 'objeto de investigação'. No Brasil, ser filmado recebendo propina ainda é objeto de investigação. E pasmem, pode ser que a investigação resulte 'inconclusiva' e o criminoso seja salvo pela 'impossibilidade de se apurar algo que está gravado'. Com tudo isto a violência, a corrupção, o descaso com as instituições, o desprezo pelas minorias vai se tornando banalidade, algo integrante do nosso dia-a-dia, parte do nosso café da manhã ou do nosso jantar.


Não reagimos mais, não nos chocamos mais, não nos revoltamos mais.

Estamos num estado de inércia tal, em relação à cidadania, que já cunhamos frases feitas onde reconhecemos nossa impotência e aceitamos candidamente os desfeitos e manipulações daqueles que foram eleitos por nós para evitá-las.

Isto é extremamente perigoso. Não se constrói democracia sobre vinganças, é bem verdade. Mas tampouco se poderá fazê-lo sobre a omissão, ou pior, sobre uma desencantada desistência.

Não podemos desistir.

Se não é possível o protesto, pois faltam pernas para irmos às ruas, que não nos falte a voz. Seja em nossos lares, também bombardeados por tanta porcaria que jorra dos meios de imprensa, seja nos lugares onde com uma atuação firma e um testemunho vigoroso possamos influenciar alguém. É, refiro-me ao singular mesmo.

Já não tenho esperanças de mexer com multidões pela desigualdade do embate que travo. Mas não desisto de fazê-lo em cada espaço que conseguir.

Não é possível conviver com tanta hipocrisia em áreas tão díspares como a Saúde e o Legislativo. Mas ainda nos é possível alertar e orientar jovens e adultos para que mudemos este rumo das coisas.

Não podemos ficar omissos quando a Professora Ana Maria de Teresópolis (RJ) realiza estudo e comprova que de cada DEZ adultos em nosso país, SETE (07) não dão importância nenhuma à leitura e não leram UM LIVRO SEQUER no último ano. Será que o percentual daria o mesmo para o Big Brother?

Democracias são construídas com olhos abertos, com vozes liberadas e com muito sacrifício de todos os setores de uma sociedade.

Não temos o direito de desistir

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