O mundo gira, o tempo passa e algumas coisas mudam de forma muito lenta.
Muitos são os escândalos em nosso país trazidos ao conhecimento público graças ao eficaz trabalho desenvolvido pela Polícia Federal. Incontáveis envolvidos, alguns deles personalidades conhecidas do público, e mais diversificadas ainda são as causas e os esquemas montados nestas ações criminosas desbaratadas.
Porém, existe uma e somente uma ferramenta ou chave mestra usada por todos estes ladrões, que tanto lesam os cidadãos e o estado: a CORRUPÇÃO. Esta vil e covarde forma de se obter vantagens e dinheiro em volume maior do que se podia, num período de tempo menor do que se devia, mediante o partilhamento destes quadrilheiros dos grandes prejudicados: as vidas humanas inocentes que perdem os recursos necessários para sobreviverem; a integridade física das pessoas que por estarem na rota destes malfeitores são atropeladas, quando não assassinadas ou molestadas, e a estabilidade profissional de muitos que perdem seus empregos porque os recursos necessários para mantê-los foi desviado para algum meliante corruptor.
A corrupção é um câncer incurável. Provoca o desarranjo do sistema onde se insere e multiplica-se perigosamente a partir da impunidade, retroalimentando-se da desorganização que provoca nas células ainda sadias da sociedade. Ela faz com que os homens de bem sintam-se cansados, desorientados, desanimados, por vezes acuados e solitários no seu combate pela retidão e Ética.
Já os corruptos, ativos ou passivos, procuram identificar suas “almas gêmeas” como forma de ampliarem suas redes criminosas, seus esquemas sórdidos e, também, como meio de anestesiar suas próprias consciências com a estúpida e falsa afirmação de que: “Faço apenas o que todo mundo faz!”
Quem aspira tão somente coisas materiais, perecíveis e transitórias, sujeita-se a todo tipo de transação, mesmo sabendo que será desmascarado mais dia, menos dia. Servir à corrupção, ou dela se utilizar, é a mesma coisa que vestir fraque e cartola para comer lixo. Uma aparência elegante e vestes elegantes não são capazes de alterar um interior vazio e podre, próprio dos corruptos e corruptores.
O que fazer para não ceder à tentação? Rechaçá-la com veemência e denunciá-la com freqüência. Combatê-la usando todos os nossos meios e nos mais diversos fóruns de nossa vida profissional. Quem deve estar e permanecer na ribalta são os profissionais competentes e honestos. A cadeia, de preferência com as chaves esquecidas, foi criada com muito carinho para os agentes da corrupção.
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