4 de jan. de 2012

QUEDA DE BEBÊ EM HOSPITAL

Um hospital muito famoso do Rio de Janeiro, maternidade com muita mídia e localizada no Bairro do Humaitá, acabou de ser condenada pelo Tribunal de Justiça daquele Estado a pagar a irrisória quantia de R$ 20 mil por ter deixado cair um recém-nascido. O fato é ainda mais grave porque NADA foi comunicado ãos pais, e apenas descobriu-se o ocorrido quando a mãe pediu que um parente seu - médico - examinasse o bebê que não chorava, não se movia, de forma estranha para um recém-nascido.
Pressionada a direção da Casa, foi conseguida que se fizesse a Ressonância que detectou diferença de reflexos entre os lóbulos direito e esquerdo do cérebro. Isto fez com que o bebê baixasse na UTI onde ficou por diversos dias. O hospital recusou-se a indenizar a mãe alegando que TODAS as providências haviam sido tomadas para cuidar do bebê.
Ninguém explicou em que protocolo de cuidados entra o derrubar um recém nascido no chão.
Se o fato houvesse ocorrido apenas naquela maternidade carioca, já seria imensamente grave. Mas a queda de maca, de cama e, agora, dos braços dos técnicos serve apenas para demonstrar o quanto estamos longe de uma QUALIDADE real, e não apenas a exibição de certificações em jantares faustosos, regados a bebidas caríssimas e que apenas servem aos fins midiáticos das empresas hospitalares.
Como se pode conceber um programa de qualidade onde o principal pagador não é ouvido? Como entender um controle de infecção que não é feito por órgão independente e sim por membros que fazem parte da folha de pagamento do próprio hospital? Até quando hospitais que mais se parecem boutiques vão continuar a ser referência, não pela resolutividade que se mede, mas pelo volume de gastos em publicidade que realizam nos principais meios de comunicação?
Aliás, apenas para se falar em outro aspecto da qualidade: cadê a TRANSPARÊNCIA, a ÈTICA, o RESPEITO aos clientes, especialmente nas situações inevitáveis de falhas, que são absolutamente corriqueiras nos grandes centros hospitalares?
Antes que eu esqueça, este hospital foi o primeiro do Brasil a receber a 'ACREDITAÇÃO INTERNACIONAL' e segundo seu site alcança 96% de satisfação dos seus clientes. É claro que os pais e esta criança serão taxados de 4%. Se a criança ficar com sequelas, ou mesmo sem estas, não sei se os pais concordariam com isto.
Já passou da hora de termos uma legislação sobre hospitais. Ao menos UMA, que regulamente e ordene todas as importantes questões envolvidas.

Nenhum comentário: