27 de nov. de 2007

PREVENÇÃO E RESPONSABILIDADE 2

Bom Dia!

Um aspecto também essencial, em nossos dias de globalização, quando pretendemos viabilizar de fato ações preventivas é a definição das responsabilidades. Analisem com toda frieza os diversos programas de saúde, seus prospectos, campanhas e finalidades assumidas. Se por um lado é inquestionável sua propriedade, sob a lógica científica, de sistema de Saúde; por outro, parecem distantes anos-luz das nossas vontades e desejos enquanto clientes!
Parecem programas desenhados para nossa auto-flagelação: como deixar disso, como não ter aquilo, como não comer, não beber, não, não, não... Não há chamamentos positivos, sob o prisma de quem os recebe!
Calma! Eu não estou falando de caprichos, individuais e egoístas. Estou me referindo às expectativas que se cria num cliente, quando dizemos que existe um programa voltada à melhoria de sua qualidade de vida.
Talvez, a fundamental análise a ser feita é: como o cliente que adere aos desafios, rompe a barreira da comodidade e entra nesta saraivada de mudanças que lhes são propostas, será tratado pela organização que promove as ações? De forma igual aos 98% que não aderiram?
Como serão disponibilizadas alternativas aos clientes que participam das ações preventivas em relação aos que adoecem gradativamente pela teimosia ou fuga da responsabilidade pessoal?
Onde estão as devoluções do sistema aos clientes que tomaram consciência da importância da prevenção? Qual é a contrapartida assumida pela organização?
É um absurdo tratar da mesma forma os clientes que assumem conosco o desafio da melhoria de qualidade de vida, e os outros que usando de sua liberdade se expõem cada vez mais aos riscos que a falta de disciplina alimentar, exercícios físicos e mentais, traz ao ser humano.
Prevenir é definir responsabilidades: do sistema, para com seus clientes; e destes, para com seus provedores. Também os serviços credenciados se inserem nesta discussão, mas ela é, sobretudo, uma relação entre sistema e cliente.

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