26 de mar. de 2008

INSENSIBILIDADE

Bom Dia!

É impressionante a capacidade do nosso Ministério da Saúde de ficar na mídia, em perene exposição! Realmente são raros os dias em que não se publicam notícias, fatos e outras tantas ocorrências ligadas diretamente à atuação daquela instância. Que pena que nem sempre, ou quase nunca, por boas notícias para a Saúde da população e para o nosso Sistema Público.
Eis a última:
Noticia O GLOBO que o Ministério reduziu, ou concordou com a redução, no seu Orçamento para este ano um valor de R$ 14,04 milhões para o Programa de COMBATE Á DENGUE. É, ela mesma, a doença do mosquito que está nocauteando as autoridades, agredindo os habitantes e causando uma letalidade sete vezes superior à esperada pela Organização Mundial de Saúde no Estado do Rio de Janeiro!
A Dengue que já registra entre Janeiro e Março de 2008 um número de casos maior do que TODO o ano de 2007! E para este combate o nosso Ministério reduziu (ou concordou) com a redução dos valores orçados.
Lembro-me nesta hora de palavras importantes para um gestor de Saúde: proatividade (a capacidade de mapear riscos e adotar ações concretas para minimizá-los ou mesmo evitá-los) e efetividade (usar os melhores recursos para se obter os melhores resultados). Pergunto-me o que acontece com as autoridades de notável e reconhecida competência nas suas atividades pregressas, que parecem olvidá-la quando do ingresso no setor público!
Onde está a visão de futuro dos sanitaristas que gerem a Saúde Pública brasileira? Para onde se mandaram os estudos epidemiológicos, o mapeamento dos riscos da população, a prevalência dos agravos?
Não estou insensível à responsabilidade de cada um de nós. Mas é difícil pensar que populações expostas à falta de saneamento básico, de condições dignas de moradia e vida, de um salário que lhes propicie adquirir alimentação decente e necessária, sejam sensíveis ao trabalho de promoção da saúde como desejam os governantes.
Em verdade me pergunto: quem é mesmo insensível neste país - as vítimas?

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