Bom Dia!
O título parece estar confuso, e está mesmo! É que a confusão intencional tenta refletir o sentimento de qualquer gestor em saúde na data de hoje, após ser divulgada a Pesquisa Nacional de Demografia em Saúde (PNDS), realizada pelo CEBRAP, com apoio do Ministério da Saúde, em sua terceira versão, mensurando o período entre 1996 e 2006.
Vejam só:
- Reduzimos a mortalidade infantil em 44% nesta década, o que é uma notícia extremamente feliz, PORÉM 20% das crianças nascidas vivas morrem ANTES de completar um (1) ano!
- Alcançamos 96,4% de cobertura das consultas pré-natais, ou seja, estamos visulizando e atendendo quase que a totalidade das mulheres gestantes no país, PORÉM 1,6% das crianças vivas têm DESNUTRIÇÃO AGUDA, e este indicador, que pode parecer pequeno aos desavisados está bem abaixo do mínimo aceito pela Organização Mundial de Saúde (OMS);
- Cerca de 62% das famílias brasileiras já podem ser consideradas fora da área de perigo da fome, entretanto 10% das mulheres brasileiras têm dificuldades para cuidar de si mesmas e dos seus filhos por não terem acesso às políticas públicas. A Causa principal desta última questão: o ANALFABETISMO. E, no caso destas mulheres analfabetas, 16% dos filhos deste grupamento possuem DESNUTRIÇÃO CRÔNICA, que não leva à morte, mas afeta profundamente o desenvolvimento e a saúde destas crianças.
Não se pode negar o quanto avançamos nestes dez anos. Porém, é impossível esquecermos o quanto ainda estamos para trás. Antes de escutarmos os discursos e as entrevistas dos nossos governantes-astros, é bom tomarmos um chá de consciência própria e percebermos que a nossa responsabilidade como cidadãos vai além de nos sentirmos sensibilizados com esta questão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário