Bom Dia!
A classe política mundial, não apenas a nossa, sempre acredita que ultrapassado o tempo em que a população está impactada por alguma tragédia, é possível aprovar qualquer tipo de Lei, por mais aberrante que seja seu conteúdo, e mesmo que verse sobre a razão do drama sentido por seus eleitores. Pois bem, mais uma vez a nossa classe política retoma esta lei não escrita. A Câmara de Deputados recomeçou ontem, 02 de julho, a discussão sobre a Lei do ABORTO. De novo ela reaparece com o pretexto de descriminalização, para que possa permitir a toda e qualquer mulher, depois dos 17 anos praticar este horrendo crime. Eles esperaram, pacientemente, que a população diminuisse o clamor pelo violento homicídio contra nossa pequena mártir paulista, para reiniciar esta discussão.
Desculpem-me, mas isto é uma covardia! Se a Lei é tão justa, se ela traz benefícios reais às mulheres, se ela é como diz o nosso Ministro da Saúde benéfica para a Saúde Pública (sic), porque o silêncio total de quase quatro meses? Por que se retirou da televisão a campanha pró-aborto durante as reportagens sobre o homicídio cruel, frio e violento que se praticou contra uma criança de seis anos?
Será que a causa poderia ser o risco da população perceber que estamos falando de uma mesma matéria? Será que houve temor que nossos eleitores entendessem que jogar uma criança de uma janela é a MESMA COISA que jogá-la para fora de um útero? Será que as pessoas iriam finalmente entender que os fetos são vítimas silenciosas e, por isso mesmo, muito mais frágeis e merecedoras de proteção do que a adorável menina que já falava, cantava, dançava em frente às câmeras de vídeo e, nem assim, sensibilizou os monstros que ceifaram sua vida?
Quando nós entenderemos que o feto, em qualquer estágio ou tempo de gestação, demanda de nós proteção, carinho, calor humano e amor, numa escala muito maior do que as crianças que já conseguem manifestar seus desejos?
Pois bem, os deputados acreditam que a população já esqueceu a tragédia e a violência. E, se isto for verdade, eles conseguirão aprovar a matança legal dos fetos. Nós temos diversos conhecidos em nossos locais de trabalho, ou vizinhos, ou amigos da pelada, ou amigas do clube, ou diversas outras formas de pressionarmos estes parlamentares.
Quem está a favor do aborto, pode participar do julgamento dos assassinos de Isabela e votar pela absolvição deles. Afinal, muda apenas o tipo penal, a forma como foi cometido o homicídio. Mas a natureza do crime contra a vida é a mesma.
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