23 de jul. de 2008

A FELICIDADE DOS IDOSOS

Bom Dia!

Foram divulgados nos Estados Unidos os resultados e conclusões da Pesquisa Social Geral (General Social Survey), que é realizada através de entrevista telefônica, de forme periódica e continuada e envolve 50.000 cidadãos americanos, observado o perfil demográfico da população daquele país. E a maior das supresas é a interpretação de que comparativamente, as populações com mais de 65 anos se sentem e declaram ser mais FELIZES do que as faixas etárias correspondentes aos jovens e aos adultos jovens (ingressos no mercado de trabalho e maiores de idade: 16 anos para dirigir e 21 anos, total).
Os jovens estão ansiosos por se auto-afirmarem e, podemos perceber bem, estão terrivelmente pressionados pelo TER, associando ao bem material os conceitos de sucesso e felicidade. Também entre eles predominam as emoções ditas pelos psicólogos como ativas negativas (por exemplo, a raiva), enquanto nos idosos destacam-se as emoções PASSIVAS POSITIVAS (a serenidade é a líder dentre eles).
Os idosos estão mais voltados ao seu aperfeiçoamento enquanto pessoas e profissionais e, como comentei aqui ontem, trabalham porque amam o que fazem. Os jovens querem ter dinheiro, uma ascensão rápida e toda a pressão que a sociedade globalizada quer impor a todos eles (e está conseguindo segundo a pesquisa demonstra).
As análises derrubam o mito da felicidade entre os jovens e desloca este sentimento positivo para a população de mais de 65 anos! Que responsabilidade recai sobre nós, enquanto pais, em primeiro lugar, mas também na qualidade de gestores, professores ou lideranças em qualquer setor, organização ou coletivo! Que mundo esperamos encontrar se ele for construído por jovens infelizes, focadas apenas no possuir bens materiais, dominado pela tristeza e angústia? O quanto se perderá se o ardor juvenil, força motriz de todas as mudanças positivas ocorridas na história da humanidade, for exterminado por um consumismo desenfreado causado por uma globalização cega?
A pesquisa traz uma boa notícia (a felicidade dos idosos) e um tremendo desafio (o resgate de nossos jovens) para a sociedade contemporânea. Cabe a cada um de nós assumirmos nosso papel de agentes de transformação em nossas organizações e, principalmente, em nossos lares.

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