Bom Dia!
Um estudo produzido pela Mental Health Foundation (http://www.mentalhealth.org.uk/), organização britânica voltada para a Saúde Mental, e divulgado em seu site no último dia 14 de julho, traz os resultados de uma pesquisa efetuada com 350 adolescentes de 04 diferentes classes sociais. Estes jovens, entre 10 e 14 anos de idades, apresentaram as seguintes situações, surpreendentemente preocupantes:
74% sentem-se em perigo, ameaçadas pelo mundo que deverão enfrentar em sua vida. Este medo está associado à necessidade de possuírem um corpo esbelto (magérrimo pelos padrões impostos pela Moda), e ao sentimento que vencer está ligado ao consumismo desenfreado;
42% já foram vítimas de ofensas ou prevaricações sexuais;
32% deles tem pelo menos um amigo que sofre de desordens alimentares;
50% deles conhecem pelo menos um jovem que sofre de depressão; e
para a grande maioria deles é normal, neste idade, um comportamento auto-destrutivo.
Destaco que estes jovens estão todos na Europa, onde o padrão médio de vida é superior a nossa realidade local. Porém, este ganho a mais não está se refletindo sobre a qualidade de vida destes adolescentes, futuros adultos e condutores das sociedades onde vivem, e prováveis multiplicadores de suas visões de mundo. Problema social, comportamental ou sanitário? Ou seria problema geral?
Uma sociedade desprovida de valores e princípios, que desconhece a Lei Moral e tenta relativizar fundamentos tais como a Ética, a Honestidade e por aí vai, torna-se muito mais do que uma sociedade doente: ela está em entropia, num processo de auto-destruição que já quase beira a irreversibilidade. Em nome de modernismos vazios, têm-se deixado de lado valores que a humanidade, através de seus credos e dos santos homens que estão além de suas religiões nos legaram por séculos e séculos de exemplos, dedicação e ensinamentos. Jogar fora tais tesouros do saber é quase que condenar ao extermínio a própria raça humana.
Por outro lado, uma sociedade onde a gestão da saúde é apresentada e vendida apenas sob o aspecto de maquinários renováveis e cada vez mais complexos, desprovidos do olhar humano e do sentimento de cuidado que, em síntese, é a grande busca do enfermo, não pode ser entendida como uma sociedade que avança. Avança rumo a que? Onde os maiores ganhos levarão esta concepção de Saúde, quando se esquecem que se todos estiverem doentes não sobrará ninguém para pagar estas contas? Quanta ilusão é criada pela indústria da morte, que hoje fala majoritariamente na Saúde, setor da vida!
A depressão na adolescência, e reforço na faixa etária de 10 a 14 anos, ainda não é a gota d' água que tanto tememos. Mas, a continuar assim, estamos bem próximos dela.
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