29 de set. de 2008

A OBESIDADE E OS PLANOS DE SAÚDE

Boa Noite!

Mais uma vez o tema da Obesidade infantil, suas terríveis consequências pessoais e para o sistema de saúde em nosso país, retoma o centro das discussões. Na semana passada foram diversas abordagens, desde as sociedades médicas responsáveis até as televisões buscaram registrar matérias, discussões e outras ações voltadas a alertar pais, educadores e gestores para esta verdadeira "bomba-relógio" que está montada, sendo piorada a cada estudo que se realiza.
Neste espaço não pretendo repetir as abordagens já feitas, bastante conhecidas de todos. Desejo partilhar com vocês a minha preocupação em relação à OMISSÃO das operadoras de saúde suplementar com esta questão.
Vocês acreditam que ainda escuto loas tecidas para com a "oxigenação" das carteiras pela entrada de pessoas jovens, como se estes últimos fossem blindados de agravos e não estivessem expostos aos riscos acima citados, pressionados por uma sociedade que é consumista e tecnocravagista. É uma palavra nova mesmo, nem sei se acabei de inventá-la. Mas quer dizer: escravizar o homem pela tecnologia (que deveria vir para ajudá-lo a ser mais independente e livre).
Os planos de mercado não estão desenvolvendo prospecção em saúde para este público, nem mapeando os riscos do costume moderno de fixar as crianças em frente ao terminal do computador e empanturrá-los de sanduíches como uma forma de alimentação alternativa e mais "rápida". A irresponsabilidade dos pais ou sua omissão na fiscalização da vida, alimentação e educação de seus filhos beira ao surreal neste final da primeira década do Século XXI. Não é possível que tantas pessoas levem como uma brincadeira, ou admitam em frente às câmeras da TV que não cuidam destes aspectos e, simplesmente, não MUDEM!
Por outro lado, chamar de oxigenação a manutenção em carteira, sem ações de Saúde, jovens que estão adoecendo lenta, mas continuamente, é no mínimo lamentável, ou seria melhor dizer: assustador...
A obesidade infantil requer medidas criativas e urgentes, pois trata-se de nossos futuros: gestores, clientes ou ... pacientes? Que tipo de adultos desejamos, como operadoras, técnicos ou administradores, que as nossas crianças e adolescentes de hoje venham a se tornar?

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