Bom Dia!
As empresas mudam e buscam aperfeiçoar seus processos produtivos, seus produtos e portfólios, seus projetos estratégicos. Desenvolvem estratégias de marketing agressivas e ousadas e formatam belíssimas capacitações para seus gestores e principais funcionários. Parecem alcançar todas as esferas de atuação externa e interna, mas será que formam comunidades de pessoas com um mesmo foco?
As comunidades pressupõem mudanças contínuas. As pessoas mudam para adquirir uma melhor consciência de seus direitos e deveres e, ao mudarem, transformam o seu círculo de vida e de relacionamento em algo melhor do que existia antes.
Por outro lado, os agrupamentos tendem a mudar em busca de sobrevivência, comportamento quase que intrínseco à sociedade humana. Se tudo é tão natural, porque ficamos com a sensação de que as coisas não ocorrem bem assim?
Por que insistimos em ser egoístas, apesar de tantos exemplos que nos circundam de desastres, quebras, falências e por aí vai. O homem quer declarar uma comunidade, desde que esta última gravite em torno de seus desejos pessoais e individuais, aceitando-os como a melhor escolha par o todo. Ora, cada um de nós carrega seus projetos, ambições e, óbvio, enganos. Se faço dos meus anseios, os de toda uma coletividade, posso assegurar que o produto final será, no mínimo, mais pobre!
Viver em comunidade é assumir uma cultura de coletivo, para que da vitória geral usufruamos a nossa merecida, e previamente combinada, parte. E a presença da hierarquia e autoridade, neste contexto, adquire um papel de multiplicação, de condução, e não de repressão aos dons individuais, ou às habilidades de cada um dos grupos sujeitos àquela. A pobreza do individualismo começa na própria tentativa dos egoístas em querer demonstrar o sucesso daqueles que "caçam sozinhos". Posso contrapor dizendo que nem os animais selvagens, ditos irracionais, desconhecem a força da atuação em conjunto, com objetivos comuns. Nós, homens, autoproclamados "racionais" é que agimos de maneira tão estúpida e isolada.
Nem uma empresa pode ser tão individualista que esqueça as necessidades pessoais de cada um dos seus indivíduos, nem pode existir uma supervalorização dos objetivos das organizações como se os de cada pessoa pudessem ser relegados a um segundo plano.
Tornar os objetivos estratégicos parte essencial das agendas de cada um dos indivíduos, de forma a que estes se sintam desafiados, motivados, estimulados em alcançá-los, ainda é a regra de ouro para a longevidade e o sucesso das corporações.
Se uma empresa puder agir como uma comunidade de profissionais que nela convivem harmoniosamente, ela terá galgado o maior dos degraus da dura escada da sobrevivência: o de se trabalhar com alegria naquilo que se faz. Empresas de sucesso são lugares felizes para se trabalhar, na visão de seus empregados.
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