Boa Noite!
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) editou a Resolução Normativa no. 175, que proíbe de forma expressa e inequívoca a prática da unimilitância tradicionalmente adotada pelas cooperativas médicas, como forma de assegurar reserva de mercado e vetar a possibilidade de seus cooperados atenderem a outras operadoras de saúde. Uma vez publicado no Diário Oficial, a resolução ganha a força normativa e se espera, sempre, que as pessoas de bom senso e honestas cumpram a Lei.
Gostaria de abordar esta questão por um outro lado: o da credibilidade organizacional.
Não deve restar no país nenhuma dúvida sobre a competência daqueles que lideram as cooperativas e suas singulares em todo o país, e que as levaram quase que ao topo dos maiores faturamentos, além da liderança absoluta no ranking do crescimento observado nos últimos dez anos.
De fato, as UNIMED’s se constituem em força expressiva no setor suplementar, com opiniões e inserções que suscitam mudanças por parte dos encarregados de regulamentar o mercado nacional. Também é fato que têm conduzido uma estratégia de verticalização que é forte, ainda que pessoalmente eu tenha diversas preocupações quanto às benesses deste tipo de estratégia mercadológica.
Pois bem, todas estas vitórias decorrem da unimilitância? Será que a competência dos líderes é menor do que esta arcaica ferramenta de exclusão da concorrência?
Sinceramente, penso que não.
A unimilitância é uma daquelas armas que ficaram perdidas num passado militarista, em que falar de concorrência era quase que um crime, ainda que estivesse provado o atraso causado pela reserva de mercado. A visão nacionalista burra quer criar rótulos contra a inteligência, para que a mediocridade que caracteriza os ditadores seja a vertente principal de atuação de todos os que comandam quaisquer tipos de organização numa ditadura.
Graças a Deus não estamos mais numa ditadura! Mas somente com a coragem de defender a democracia é que poderemos mantê-la. Não é democrático cercear a qualquer categoria a possibilidade de prestar seus valoroso serviços a quem possa remunerá-los de acordo com o mercado. Não é demonstração de competência usar a força monetária para impedir outros clientes de usufruírem dos melhores profissionais. Não é vantajoso para uma empresa, seja ela de qual natureza e ramo de atuação, isolar-se num mundo onde a concorrência não exista. Sem motivação para melhorar, como vamos perceber a necessidade de fazê-lo? E que melhor motivação para uma ação corporativa existe do que a livre e democrática concorrência?
Permito-me dizer, pelo pouco que conheço das UNIMED’s que elas não devem temer a concorrência. Portanto, abandonar a unimilitância é voltar-se totalmente para o futuro, deixando o que ficou para trás nas lembranças que embalam nossos momentos de nostalgia.
Que o passado sirva de base histórica do aprendizado, não de grilhão às competências individuais e corporativas. Chega de se falar sobre unimilitância! Por favor, virem esta página.
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