Boa Noite!
O governo anuncia que este ano, para o costumeiro indulto de Natal, pretende deixar de fora os condenados por tráfico de drogas. É uma boa notícia, ainda que tardia! Os números dos levantamentos divulgados em todo o mundo apontam para o crescimento do consumo de drogas, sob as mais variadas formas e espécies em praticamente todos os países e continentes do mundo, a saber:
Na África, além das drogas injetáveis que também contribuem para a proliferação da AIDS, crescem o consumo de haxixe, maconha, heroína e outros derivados da espécie. O controle é falho, aliado a uma crônica falta de recursos, de treinamentos e condições mais efetivas para se evitar a corrupção de quem deveria reprimir.
Na América, destacam-se o consumo de medicamentos, com triste ênfase para as anfetaminas, além da cocaína, cuja produção é quase que totalmente “exportada” para outras nações pelo mundo afora. O tráfico é aliado, investidor e comprador do comércio ilegal de armas, e vem ocupando espaços cada vez maiores nas principais cidades do continente.
Na Ásia estão 2/3 de todos os consumidores de anfetaminas de todo o mundo! Além do haxixe, maconha, cocaína e por aí vai. Também com triste panorama está a Europa e da Oceania vem uma única “boa” notícia: a redução do consumo de heroína, fruto de dura e persistente repressão do estado.
Aliás, este é o ponto. A repressão deve ser sistemática, firme e... educativa! Sim, é isso mesmo. Não adianta apenas aparelhar os órgãos policiais com instrumentos e armas. Devemos reforçar as bases educacionais, quem sabe até criar uma cadeira específica sobre educação contra entorpecentes, em todos os níveis.
As leis não podem ser suavizadas e nem relativizadas. Chega desta hipocrisia de liberação da maconha!
Estamos perdendo esta guerra e não reverteremos esta situação permitindo aos “simpatizantes” do outro lado que se infiltrem com beneplácita autorização do Estado nos redutos ainda parcialmente intactos de nossa sociedade: as famílias.
Estamos em período de festas natalinas. Momento único de reflexão e revisão do que fizemos e do que iremos mudar concretamente em nossas vidas para melhor. Porque não incluir um pensamento sobre a nossa parcela de ajuda nesta dura e difícil tarefa?
Quantas pessoas não saberão, no dia de Natal, por onde andam seus filhos, maridos, netos, amigos, ceifados do convívio de seus lares por um cruel traficante, manipulador maligno de sua dependência química? Por que não sermos solidários com eles atuando dentro dos nossos locais de trabalho, de convívio social, religioso ou político, de forma efetiva CONTRA as drogas? Até quando nos enganaremos apenas lamentando estes tristes dados, para em seguida acharmos “simpático” aquele defensor da legalização ou “quadrada” aquele entidade, igreja ou partido que se opõe ao absurdo do comércio legal de entorpecentes? Tomara que acordemos para nossa responsabilidade, enquanto a droga ainda estiver do outro lado da rua, pois ela, ao contrário das pessoas de bem, não pede licença para entrar em sua casa. E depois de instalada, quase nunca conseguimos expulsá-la.
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