19 de dez. de 2008

ESTRANHA ESSA ÉTICA...

Boa Noite!

Estranha essa Ética da nossa Imprensa, que acertadamente ocupa considerável espaço para denunciar os facínoras travestidos de militares e civis que se furtaram diversos bens doados aos carentes e desabrigados pelas enchentes de Santa Catarina. Chamo-a de estranha porque, se de um lado denuncia este ato vil e sórdido, por outro lado encoberta ou deixa no esquecimento diversas denúncias e irregularidades contra “poderosos”, em especial quando detentores de prestígio popular.
A Ética afirma a verdade, esteja ela com quem estiver, não o populismo.
Estranha essa Imprensa que acertadamente defende os recursos para as crianças que estão desamparadas, adoecidas e desoladas com tudo o que perderam de material e social nas vidas de seus familiares, enquanto por outro lado não perde uma única oportunidade de defender o aborto, que é definitivo e retira das crianças o maior de seus bens: a vida.
A Ética tem no ser humano o centro de sua existência, sua razão de ser. É para defendê-lo e resguardar seu direito à vida em abundância, que seus princípios permanecerão sempre enquanto existirem homens de bem.
Não pode haver relativismo para a honestidade, a transparência e a decência.
Mas deve haver firme e concreta repulsa de TODOS os cidadãos aos atos que ataquem os direitos dos que mais sofrem, dos excluídos, dos marginalizados por essa sociedade e imprensa tão hipócritas.
Que bom seria nosso país se todas as mães, pais, colegas, amigos e vizinhos seguissem o exemplo da Sra. BLANDINA LOGEN. Ao saber que seu filho e sua nora haviam furtado num carrinho de compras os donativos para os desabrigados, chamou-os de ladrões e obrigou-os a devolver tudo o que haviam roubado.
Não duvidem de que essa senhora está sofrendo.
Vocês não podem saber da imensa e profunda dor que ela está sentindo, ao testemunhar tão vil comportamento daqueles a quem tanto ama. Mas sua atitude foi, exatamente aquela de quem ama verdadeiramente.
Eu só espero, rezo e suplico que nenhuma autoridade queira se aproveitar desta atitude verdadeira, para tirar fotos, aparecer na televisão ou usar bonés com o nome de Dona Blandina. Ela não merece, e nem os honestos trabalhadores que ainda existem nesta terra.
A Ética da Sra. Blandina é verdadeira, porque desconhece laços de parentesco e se firma sobre princípios morais sólidos e inegociáveis. Num mar de lama causado pela hipocrisia de nossos governantes e de boa parte da imprensa, muito mais danoso do que o lamaçal provocado pelas enchentes, atitudes como esta nos fazem respirar e revigorar nossas esperanças de dias melhores.

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