Boa Noite!
Os jornais noticiam o montante da fraude produzida pela estelionatário americano Bernard Madoff, e que segundo suas próprias declarações alcançam mais de US$ 50 BILHÕES! O esquema funcionava com a velha e imprestável fórmula (isca?) da pirâmide, onde uma aplicação vai atraindo outras em escala geométrica e tudo isto se repassa aos incautos sob a forma de grandes retornos e ganhos financeiros.
No caso do golpe impetrado por Madoff, a rentabilidade prometida girava em torno dos 10 a 12%, numa sociedade onde a inflação é expressivamente menor. O grande apelo dado era a disfarçatez: aplicando nesta “corrente”, o investidor estaria por fora dos controles fiscais e assim, “ganhando mais”.
É duro estarmos no final da primeira década do Século XXI e ainda presenciarmos tantos idiotas querendo enriquecer-se rapidamente e, óbvio, ilicitamente e, assim o desejando, servindo de pasto a estes abutres que são os corruptores, sejam eles estelionatários ou não.
Deixa-nos triste constatarmos, na relação dos “patos” que caíram nesta armadilha barata, empresas voltadas ao assistencialismo social e na saúde, vítimas de uma visão estreita e míope de seus gestores financeiros que não conseguem enxergar além do miúdo. Parece uma praga! Não se consegue facilmente encontrar administradores que percebam a necessidade da visão sistêmica em seus planejamentos financeiros; por outro lado, sobram gestores do miúdo, que adoram produzir cortes e mais cortes não essenciais, de preferência nas áreas que podem gerar receitas, enquanto assistem, candidamente, o aumento das áreas-meio e, óbvio, dos custos finais das organizações que lhes pagam.
Madoff arrecadava montanhas de dinheiro destes senhores e, para aumentar a ilusão, pagava-lhes rendimentos com seus próprios valores investidos. Claro que embolsava quantias vultuosas, entre uma transação e outra. A fraude teria crescido mais ainda se não fosse a necessidade, por conta da crise, de algumas empresas sacarem os valores aplicados num montante de US$ 7 bilhões. Pediram, pediram, e nada.
Claro, o dinheiro sumiu. O delinqüente afirma que só possui hoje algo em torno dos US$ 300 milhões. O que significa um montante de US$ 49,7 bilhões torrados e que serão lançados nos bolsos dos investidores daquelas empresas.
Quanto às empresas beneficentes, os pobres e necessitados que elas assistem terão um Natal ainda mais sofrido do que o normal. E assim é o curso da corrupção: cadeia para os peixes miúdos, sumiço para os valores envolvidos, sofrimento, dor e morte para os pobres.
Acredite, pirâmide boa é aquela que encontramos no Egito. O resto é lixo, ou, se você encontrar-se com um seguidor de Madoff, golpe puro! Fuja delas!
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