26 de jan. de 2009

A DÚVIDA É O COMEÇO DO CONHECIMENTO

Boa Noite!

A frase que usei para dar título a esta reflexão não é, infelizmente, minha! Ela pertence a um sábio homem oriental chamado Gibran Khalil Gibran, possuidor de notável sensibilidade e compromisso ético que deveriam ser copiados por todos nós, orientais homens contemporâneos.
Gibran nos ensina que ao duvidarmos de algo não estamos necessariamente rejeitando-o, se o fazemos de coração puro e aberto. Buscaremos conhecê-lo melhor, entender as causas do que ocorreu e estudá-lo para firmamente elaborarmos nossas opiniões a respeito.
Pois bem, é cheio de dúvidas, mas querendo conhecê-lo melhor que falo hoje sobre as medidas assinadas na última sexta-feira (dia 23), pelo Presidente Obama, com relação à liberação de financiamento governamental nos Estados Unidos para as famigeradas pesquisas sobre contracepção, aborto e células-tronco. O novo presidente está, claramente, numa estratégia de desconstrução do malfadado governo Bush. Por isso, suas iniciais atitudes têm sido de desvincular sua imagem à do seu predecessor.
Primeiro: por que tanta preocupação com o maior desastre da história dos Estados Unidos, que foi o Governbo Bush? Será pelo fato de que Obama ainda não tem certeza se ele foi a causa da sua vitória, ou se o foi o desastrado Bush?
Segundo: não conheço vitórias ou sucessos construídos em cima do negativo, da destruição de algo feito por outrem. Aliás, o que teria sido construído por Bush nos oito longos e tenebrosos anos de sua "gestão"?
Terceiro e mais importante: como alguém que constrói toda a sua plataforma de discurso eleitoral sobre a valorização da vida adota, como uma de suas primeiras decisões, financiar a morte?
Obama quer ser popular. Hitler também o quis no início de sua sangrenta ditadura. Mao também o quis no início da sua Grande Caminhada, antes do banho de sangue que infligiu aos chineses que tanto o apoiaram. Poderia citar outras dúzias de crápulas que usaram do populismo como forma de inebriar seus eleitores.
Prefiro não falar dos nossos casos nacionais.
Também prefiro não julgar, ainda, o incipiente governo do Obama. Mas defender o aborto, ou querer agradar uma mídia que rapidamente eleva e destrói ídolos de barro nunca será um caminho ético e moral para uma verdadeira vitória, um sucesso construído a partir do BEM COMUM.
Que pena, Sr. Obama, que tantos votos tenham lhe dado muito poder, mas não lhe tenham servido para vislumbrar a beleza de uma vida humana que se forma e cuja origem não pertence a nenhum ser humano. Tomara que este equívoco e erro fatal, de colocar mihlões e milhões de dólares nas mãos de insensíveis comerciantes da vida humana seja algo único e passível de um arrependimento futuro. Espero sinceramente que não seja o início de uma gama de equívocos resultantes da intensa necessidade de estar aparecendo e agradando á mídia que não possui compromisso real com a defesa da vida humana, em especial aquela que, sem ter direito à voz, espera silenciosamente que governantes responsáveis e éticos a defenda!

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