11 de fev. de 2009

QUE COMUNIDADE?

Boa Noite!



Deparei-me hoje com uma situação que me provocou esta reflexão: as comunidades virtuais e a vida normal das pessoas que as frequentam. Eu nunca tinha parado para observar uma coisa simples: como as pessoas mudam suas posturas, comportamentos e, às vezes, seus valores, quando aderem a uma desta inúmeras comunidades, que proliferam na rede mundial de computadores.

A coisa é mais ou menos assim: quando aceito o convite para aderir a um desses grupos, eu passo a compratilhar momentos pessoais, registrados em centenas de fotografias, meus desejos, minhas aspirações, crenças, gostos e assim por diante. Eu abro minha vida para uma pessoa que provavelmente jamais verei e quase certo, vou conhecê-la pelo que ela diz ser, nunca pelo que realmente é.

E na vida real? As pessoas se fecham em torno de suas ambições pessoais, cometem os mais desvairados abusos, falatm com o respeito ao direito alheio e costumam pratizar injustiças, em muitas ocasiões achando ser alguém "esperto"!

Ora, para onde foge aquela pessoa da comunidade virtual? Por que temos tantas dificuldades em sermos de uma só forma em todas as ocasiões?

Dou-lhes minha opinião: por conta desta terrível vertente chamada RELATIVIZAÇÃO.

Este tendência nociva de que tudo pode ser ajustado a um padrão dito atual, "progressista", e que sepulte questões chamadas de velhas como Ética, Moral, Bons costumes, etc. Ora, Ética é uma opção da raça humana, e não um conceito temporal que necessite de revisitas. A Vida é um dom recebido do Criador e não um resultado do acaso, por isso deve ser defendida e não avaliada se "merece"ou não ser continuada.

Chega de dualismos e falsidades. Chega de discursos hipócritas para disfarçar uma das maiores crises morais e éticas que já enfrentou a Humanidade. Chega de relativismos! Façamos da nossa comunidade um mundo melhor e, talvez, não precisemos nos refugiar num mundo imaginário e virtual, onde nossas fraquezas sejam mascaradas por personalidade que não possuímos. O Mundo agradecerá, a Vida, também.

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