Boa Noite!
O que você pensaria se escutasse as seguintes sugestões:
1. para reduzir a violência e as mortes causadas pelas balas perdidas, a polícia passa a ter o direito de atirar em qualquer transeunte que aparente ser suspeito, sem perguntar nada antes, sem revistá-lo, enfim... mirar e apontar, perguntar depois (se o alvo ainda estiver vivo);
2. para reduzir a dependência química suspender a fabricação e comercialização de qualquer droga artificial que possa ser usada para tal, tais como medicações analgésicas, oncológicas, etc. Não interessa os que delas dependem, pois deseja-se o bem da parcela maior da população.
Parecem absurdas? E realmente são. Quando falamos de violência urbana, a ela devemos sempre associar questões estruturais de maior complexidade e pouca visibilidade, tais como: a violência doméstica contra as crianças, a falta de ensino dos princípios e verdades morais nas escolas, a exclusão social, a perda da Fé e sua substituição por uma ânsia de consumir e TER mais do que SER.
Todos nós, corretamente diríamos que não se pode conter a violência urbana dando maior poder à polícia para praticar outra forma de violência. É lógico, é sensato, é humano afirmar-se isto e defender-se um outro caminho.
Por outro lado, querer reduzir os drogados prejudicando o consumo de medicações daqueles que sentem dor, que necessitam de forma quase que trágica destas drogas lícitas, chega a soar um absurdo! Claro, a vida humana tem que estar sempre no centro das ações de saúde, das políticas governamentais, das prioridades dos gestores públicos do nosso país.
Se há um problema causado pela droga, que se ataquem as causas, aumente-se a educação e se procure tornar menos “atraente” o terrível mundo das drogas. Quantas vezes ouvimos especialistas e membros da sociedade clamarem contra a repressão desencadeada contra o viciado: “Ele é uma vítima”, “Já não pode mais expressar suas vontades, deve ser tratado e não castigado”, e por ai vai. Inúmeras vezes se falou da proteção a tantos jovens que se tornaram indefesos pela maldita dependência criada pelas drogas.
Chega a dar uma impressão de que somos coerentes, que conseguimos discernir entre causa e efeitos, entre autores e vítimas, entre escolhas individuais que repercutem sobre os próprios indivíduos e aquelas que atingem toda a coletividade e, por isso, não se deve chamá-las de escolhas.
Mas, infelizmente, não somos coerentes...
O dia internacional da mulher se transformou na passeata pró-aborto em todo o país. Pessoas dos mais diversos lugares, das mais distintas religiões, pareciam tomadas de um frenético desejo de aparecer frente as câmeras para dar, cada um mais do que o outro, um “corajoso” testemunho em favor do aborto.
O aborto é a violência mais pérfida e cruel, praticada em nome da defesa contra a violência. Para se reparar a violência praticada contra uma criança, uma jovem ou uma mulher adulta, milhares de manifestantes pedem que seja legitimada outra violência. Esta última contra inocentes que nada, repito, nada tiveram a ver com o ato criminoso praticado. Claro, nem todas pensam no estupro. Ousaria dizer que muitas pensam igual àquela mulher cujo testemunho dizia: “Não queria aquela COISA dentro de mim”.
É isto a que a vida humana está sendo restringida em toda esta pseudo-discussão: a uma COISA.
Não se quer mais ter compromisso para formar uma família. Não se deseja mais constituir um lar. O que vale é o “ficar”, o aproveitar os “momentos”. Nada que seja perene parecer merecer de muitos o respeito e a admiração que deveriam. Ora, a vida é algo perene, constante e divina. Logo, entrou na categoria das “coisas” que não se deve valorizar.
A violência não será extinta com mais violência. Mas as mulheres que se deixarem iludir pelo aborto, terão suas vidas alteradas, de forma negativa, para sempre. Isto é concreto, é científico, é comprovado. Mas isto não interesse à mídia. Como a ela não interessa, também, a declaração e o testemunho daqueles que realmente conviveram com o drama da menina pernambucana, ANTES do crime de aborto contra ela praticado. Para estes testemunhos, que denunciam as mentiras que estão sendo contadas, o silêncio e a omissão.
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