Bom Dia!
Na última sexta-feira, dia 20 de março, os jornais do Rio de Janeiro divulgaram uma
notícia tristemente interessante: o treinador Roberto Fernandes, do Figueirense, valoroso
clube de Santa Catarina, criou uma forma, digamos, inusitada de punir os atletas que tiverem
um mau desempenho, ou forem relapsos com suas obrigações de atleta: fazê-los treinarem de
camisola rosa no dia seguinte.
Como o meio esportivo é recheado de machões, vestir camisola e ainda mais rosa afeta diretamente
o atleta, chega mesmo a humilhá-lo e, assim, pensa o vetusto treinador, deverá provocar nele uma
mudança de postura e de vida. Percebe-se que é mais uma das inúmeras ações de "boa intenção" que
ultimamente pululam a realidade empresarial brasileira.
Claro, o treinador pensou em diversos aspectos, exceto num: a integridade e o respeito ao ser humano,
ocasionalmente atleta daquele clube. Mas essa é uma triste constatação contemporânea: em nome da
racionalidade, ou do comprometimento sistêmico, ou da dedicação profissional, ou de qualquer um
dos jargões usados por dirigentes incompetentes e mal preparados tecnicamente, atacam-se os funcionários,
desmotivam-nos, afetam sua segurança e amor-próprios e, depois desta avalanche massacrante, espera-se
deles uma maior produtividade! Mais resultados, dizem, são oriundos de maior quantidade de... mau-trato!
Está errada esta vertente empresarial! Estão errados os que nela acreditam!
Tratar de forma humilhante os funcionário não traz produtividade, e sim o pior tipo de inimigo que uma empresa pode ter: funcionários insatisfeitos são silenciosos inimigos.
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