Boa Noite!
As situações de crise devem levar os gestores a exercerem na plenitude duas de suas características mais importantes: a tolerância às frustrações e a versatilidade. Ser tolerante num momento em que tudo nos é negado, os recursos somem, os clientes param de comprar seus produtos, e o governo brasileiro nem se mexe para rever o cruel quadro tributário, parece ser um escudo oportuno de se erguer.
Mas é a versatilidade que propicia a saída, a retomada das ações de conquista de clientes, em suma a sobrevivência.
Versatilidade na gestão sempre deve significar a capacidade de diversificar, de usar ao máximo seus conhecimentos, saberes, habilidades, aptidões, tudo de tal forma que momentos de aparente risco sejam, também, fornecedores de grandes oportunidades.
Um exemplo de versatilidade na crise é o do borracheiro soteropolitano que, antevendo os reflexos dela (da marolinha) sobre o setor em que atua, diversificou: durante o dia, sua borracharia funciona como tal, cheia de pneus e colas, tanques de água e por aí vai; mas, à noite, se transforma no “Bar da Borracharia” (fonte: www.jblog.com.br) e, segundo a imprensa, ponto obrigatório da noitada em Salvador (BA).
O borracheiro-empresário percebeu a crise como algo que impacta, deve preocupar e, jamais, poderia ser minimizada como o fez de maneira irresponsável o Grande Irmão Petista. Mas isso não lhe serviu de trava, ou de desculpa para chorar. E sim, de combustível para vislumbrar outra possibilidade de negócio.
O apelo ao inusitado é forte componente de atração nos freqüentadores da vida noturna. E será que um bar dentro de uma borracharia encontra concorrente quanto ao inusitado?
Pensar estratégico é pensar de forma criativa e com foco nos resultados em caminhos diversos daqueles que trilhávamos nas condições normais de temperatura e pressão. A versatilidade se resume em usar todo o manancial de conhecimento e a experiência acumulada na vida pessoal e profissional.
Em tempos de crise, mais versatilidade e menos livros construídos em cima de chavões! Mais foco no cliente, nas delicadas mudanças de humores que as crises provocam neles, e menos discursos empolados e, geralmente, vazios de resultados!
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