10 de abr. de 2009

A ESTRATÉGIA DA GAVETA

Bom Dia!

No momento maior para todos aqueles que professam a fé cristã, gostaria de dividir com vocês uma reflexão a respeito das atitudes de um gestor profissional perante as dificuldades e/ou momentos de tensão com que se depara constantemente em sua vida profissional.
O Cristo que todos católicos adoram foi um líder, em sua passagem terrena, e também se deparou com todo tipo de adversidade, perseguição e incompreensão que se possa imaginar. E como reagiu a elas? Simples: enfrentando-as.
De forma direta, elucidativa, educadora e firme, apresentou seus credos, pontos de vista e argumentos, nunca querendo impô-los aos que o seguiam, ou que o buscavam para conhecê-lo. Ele queria cativar corações, e fazer dos homens mentes dispostas a seguir seus ensinamentos, mantendo a individualidade e livre arbítrio de cada um deles.
Não abriu mão do que sabia para se nivelar por baixo, mas deu-lhes tudo o que era possível ser partilhado para fazê-los crescer como homens e seguidores. Formou líderes e mostrou-lhes como ser uma equipe e não apenas uma claque disposta a aplaudir ou seguir cegamente a qualquer tipo de mediocridade que alcance um poder humano temporário.
Jesus enfrentou os problemas. Apontou-lhes soluções possíveis e cuidou de controlar tudo aquilo que fora acertado e acordado com os seus.
Era marceneiro, de profissão humana, e jamais quis usar das gavetas dos móveis que fabricou para se refugiar de medos e covardias, de receios e temores que paralisam e encerram as carreiras de diversos gestores modernos.
Infelizmente, quantos administradores de hoje, que nunca foram numa marcenaria, preferem engavetar as propostas de suas equipes, ou negociações com seus fornecedores, como se o tempo se encarregasse de resolvê-las ou apagá-las do mundo real.
Que exemplo de gestão, além de tantos outros, recebemos do homem de Nazaré, e também desperdiçamos.
Quanta ilusão querermos brigar com o mundo real, fugindo de nossa responsabilidade decisória e tornando-nos omissos enquanto gestores e fracos perante nossas equipes!
As gavetas são elementos de móveis que devem guardar de forma transitória e segura tudo aquilo que não se pode usar ou solucionar de imediato. Seu caráter, assim, é pereno e sua utilidade, acessória.
Gavetas não são refúgios, nem escudos, nem soluções. Para um gestor profissional, que fiquem as lições vindas do oriente há mais de dois mil anos: ética, retidão, coerência e decisão. Pilares de uma vida feliz, bases do sucesso, bálsamo da nossa consciência.

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