Bom Dia!
Os jornais italianos no final de junho propagaram uma notícia que, se comprovada e mantidas as verificações iniciais, traz um fio de esperança muito importante aos paciente vitimados pelas trágicas doenças de Alzheimar e Parkinson.
Pesquisadores italianos que trabalham no Instituto Telethon de Genética e Medicina com sede em Nápoles apontam para a descoberta de um processo falho nas células, referente à eliminação de substâncias tóxicas ingeridas pelo organismo humano e que geram, nos pacientes agravados um acumulação inesperada no cérebro.
Tais constatações já confirmadas por exames de ressonância em diversos destes pacientes, mostram que é possível o desenvolvimento de fármacos que atuem sobre o gene TFEB (que coordena outros genes humanos neste tipo de trabalho). De forma ainda bastante precoce, pois as descobertas estão em sua fase mais embrionária, a grande comemoração se dá pela possibilidade de ter sido descoberto o mecanismo inicial desta degeneração. E este é o grande segredo da pesquisa científica, sendo o resto (drogas, vacinas, intervenções), um natural desdobramento.
As pesquisas são mantidas com recursos privados, da Sra. Agnelli e devem ser mantidos mesmo com a crise atual. A projeção dos pesquisadores da evolução de uma solução inicial depende da resposta que o gene TFEB dará aos estímulos que serão testados em animais, inicialmente. Já se sabe que, quando o nível de produção deste gene é elevado, doenças crônicas e degenerativas retrocedem. Resta-nos agora torcer (e rezar) para que se encontre o mais rápido possível a substância adequada para tal.
As doenças de Alzheimer e Parkinson estão entre aquelas que classifico de maior potencial destrutivo da unidade familiar: os parentes em muitos casos sofrem e não compreendem porque as aparências físicas dos seus entes queridos não mais correspondem aos seus atos, suas reações. Ao não entendê-los, afastam-se ou isolam-se, sofrem ou adoecem, num momento em que mais o paciente necessita do maior ato de amor jamais requerido em suas convivências. Qualquer solução para tais agravos, assim, mais do que curar ou minimizar as sequelas físicas poderá devolver, por menor que seja, uma pequena parcela de paz e esperança a tantos lares e famílias que hoje sofrem esta dor tão silenciosa quanto agressiva.
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