17 de jul. de 2009

A CRISE DA GRIPE SUÍNA

Bom Dia!

As manchetes dos jornais, em todo o país, destacam hoje a circulação do vírus H1N1 no país, com aumento do número de mortes e o reconhecimento pelo Ministro da Saúde do fato. Enquanto as ocorrências estiveram associadas às viagens feitas isoladamente, toda a estrutura do ministério e das secretarias estaduais e municipais tiveram precioso tempo para prepararem a etapa seguinte que, apesar das negativas de Temporão, eles sabiam que viria.
Não se deve disseminar e não existem razões para o pânico, ainda que estejamos a cerca de 60 dias do final do inverno, estação bastante propícia para este tipo de circulação. Mas ficam duas grandes questões em aberto:
PRIMEIRA: as medidas de promoção à saúde requerem repetidas inserções e ações ediucacionais. A eficácia destas se mede pela convergência de todos os setores formadores e multiplicadores de opinião no país, neste trabalho coletivo e dinâmico. É fato que a imprensa tem mantido a gripe suína em pauta há mais de três meses, ininterruptamente. Mas a ênfase tem sido dado na sinistralidade e mortalidade, com um pequeno espaço final para as orientações em Saúde. Isto é preocupante porque a população em geral, após o recebimento de notícias de impacto negativo (morte, aumento de casos, etc), pouco assimila das instruções gerais de prevenção. Portanto, urge uma campanha sistemática, a chamada ao trabalho coletivo de todos os setores organizados da sociedade, com foco na prevenção e nas ações simples que podem minimizar a circulação e reduzir a mortalidade.
SEGUNDA: o que foi feito do ponto de vista estrutural, especialmente no aporte de verbas orçamentárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), para que ele tenha condições de absorver o volume de atendimentos da população mais pobre da sociedade? Se já é uma época difícil o inverno, imaginemos o impacto sobre as precárias instalações existentes, da circulação da vírus, mas principalmente da circulação do medo! O Ministro Temporão fala de que somente o Congresso pode resolver a questão com a liberação de suplementações orçamentárias. Será que não bastaria o Governo do Grande Irmão liberar a totalidade do orçamento aprovado? Afinal, nestes últimos anos, o governo da Estrela Vermelha tem se caracterizado pela enorme contenção na liberação das verbas aprovadas pelo Congresso Nacional para o Ministério da Saúde.
Por que Temporão cobra do Congresso? Porque sempre é mais fácil falar do defeito do vizinho, notadamente quando o telhado daquele está tão exposto e quebrado como nos dias atuais.
No momento da crise da gripe suína, seria importante que o Ministro reduzisse seus discursos e aumentasse o tempo dedicado à gestão da Saúde Coletiva do nosso país.

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