22 de jul. de 2009

A GRANDE DOENÇA DAS EMPRESAS

Bom Dia!

Quando se propagam no mundo tantas epidemias e pandemias, assustadoramente exploradas pela mídia global, fico cada dia mais impressionado e menos paciente com a grande doença das empresas: o amadorismo com (ou sem) poder.
É contagioso, dissemina-se com uma rapidez microbiótica e ataca com uma virulência digna das mais terríveis bactérias. O amadorismo infiltra-se nas estruturas empresariais e faz com que os medíocres se sintam protegidos por um carimbo, ou uma placa de sala, ou pela distância que os separa do mundo real onde estão acontecendo as grandes transformações do mercado onde sua empresa tenta sobreviver.
As crises mundiais, tal qual esta que atravessamos desde o ano passado, provocam o surgimento de grandes talentos, é verdade. Mas também servem para trazer à tona os amadores travestidos de executivos que ocupam cargos (sabe-se Deus como chegaram) por vezes estratégicos nas grandes corporações.
Mas ser amador não é privilégio de altos executivos. Como falei, esta doença é altamente contagiosa: ela já chegou aos níveis táticos e operacional. É uma tal de sensibilidade para as correções que precisam ser feitas, uma preocupação com isto ou aquilo, tudo menos foco no cliente! Aliás, quem disse que esta categoria (amadores com ou sem poder) sabe quem são seus clientes e, se sabem, para que preocupar-se com eles?
Vejo tantos encontros, seminários, congressos, discursos do Lula, enfim, uma quantidade imensa de eventos que tratam de grandes e belos direcionamentos que não conseguem sair do Powerpoint onde são feitos. Eles falam, trazem efeitos especiais sobre clientes, mas não passam disso: coleção de grandes efeitos. Tal qual um filme, depois que acaba não serve para mudar a nossa realidade, somente para passar o tempo e propiciar grandes ganhos para uns poucos.
Da mesma forma a necessidade de profissionalismo. Quantos artigos, livros, seminários, etc, etc!
E nada acontece de efetivo no mundo corporativo, ou, para ser mais justo, o que muda é quase nada!
Será que temos de nos acostumar a conviver com o amadorismo, da mesma forma que temos de suportar as... baratas, por exemplo? Se for o caso, talvez valha para os amadores com ou sem poder a mesma regra que usamos para os pré-históricos insetos: fazer com que elas corram, colocar inseticida ou trocar de casa!

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