Bom Dia!
No próximo dia 20 de julho estaremos comemorando em nosso país, como efemérides, o Dia do Amigo. Afora as manifestações mecânicas e outras tantas meramente protocolares, este é um dia de lembaramos de todos aqueles para os quais nós não medimos distâncias físicas, e sim a união entre os corações.
Mas este ano gostaria de pensar com vocês sobre algo diferente: quem é o amigo das crianças em nosso país?
A mortalidade infantil(em todas as faixas etárias mensuradas) piorou no Brasil, fazendo-nos ocupar um mero 113o. lugar dentre 194 países acompanhados pela UNICEF. Ou seja, estamos entre os noventa piores do mundo. Ainda que o governo do Grande Irmão comemore a redução na faixa das crianças abaixo dos cinco anos, termos 22 óbitos para cada mil nascidos não deveria ser motivo de nenhuma comemoração ou uso político.
A mortalidade não decorre apenas das carências alimentares, e sim de toda a enorma dívida educacional que possuímos com os segmentos mais pobres da sociedade. E isto deverá piorar com a recentes medidas anunciadas pelo Herr Presidente: a relativização do ENEM, a pedra de obrigatoriedade de se estudar, bastando ter uma raça, cor ou, logo,logo, opção partidária, e por aí vai.
Você já parou para pensar nisto: se a sua cidade possui mil mulheres grávidas, 22 delas não sairão da maternidade para viverem uma nova etapa de suas vidas com suas crianças... Sairão do hospital para o cemitério, chorando a triste condenação de ter nascido sem pertencer a uma casta privilegiada em nosso país.
Pois bem, eis a proposta: no Dia do Amigo torne-se amigo de uma criança carente! Procure sua Igreja, sua Diocese, aquela associação séria e com trabalho comprovado, e adote uma criança até ela se formar. Quem sabe conseguiremos amenizar a dor daquelas mães que hoje estão sozinhas, cercadas de propaganda política e partidária que, além de omitir todos os dados, nega-lhes solenemente o direito à vida!
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