3 de out. de 2009

ENTRE RESULTADOS E RESULTADOS

Boa Noite!
Costumamos falar muito em resultados nos últimos tempos. E nada mais acertado do que estabelecer-se algo estratégico, construtivo e mensurável para se aferir, quando se deseja gerir com profissionalismo e técnica qualquer organização. Mas, da mesma forma que visualizar e perseguir o futuro da empresa não nos permite abandonar ou não ter em conta o presente, o resultado não se esgota em si mesmo, não lhe é possível como finalidade maior ser usado para justificar qualquer coisa ou caminho que se tome para alcançá-lo.
Fins ilícitos não devem ser usados para objetivos lícitos. Não há reforma, mudança ou melhoria num resultado que se construir a partir de meios irregulares, incorretos ou ilícitos. Cria-se uma atmosfera de permissividade, onde a quebra dos critérios técnicos e da conduta ética será apenas uma questão de tempo. Desenvolvimento verdadeiro é aquele que inclui sem abandonar seus objetivos estratégicos, mas sem esquecer a centralidade que o homem DEVE POSSUIR na sociedade globalizada.
Fins lícitos nunca devem ser aplicados para objetivos ilícitos. Não há concorrência quando se usa normas legais para se impor situações ou negociações que farão desaparecer outras empresas, em especial pela coação. Mercado se deve ganhar pela competência, pela capacidade de se agregar valor ao seu produto, enquanto os demais focam apenas no diferencial financeiro - o preço. Ter sucesso é ser capaz de equilibrar a tríade composta de: clientes satisfeitos e vinculados; funcionários competitivos e respeitados; portfólio conduzido pelo capital intelectual e não pelo financeiro.
Fins lícitos para objetivos lícitos. Esta é a receita de um crescimento sustentável. O mundo não pode prescindir do desenvolvimento. Ser igual na pobreza era a receita apregoada pela revolução marxista que, em seu nome, desrespeitou os direitos humanos, violou as regras essenciais da democracia, assassinou as vozes que se opunham a ela e buscou retirar do ser humano sua centralidade e sua capacidade de avaliar ações e necessidades da sociedade humana.
A busca pelo equilíbrio empresarial passa pela construção de resultados estruturais e ninguém pode querer entender mercado e desenvolvimento sem esta premissa. Porém, não a qualquer custo. Não de toda forma e menos ainda com qualquer meio. A licitude e a ética não são valores anacrônicos ou de outros tempos. São atuais, essenciais e diferenciadores de uma sociedade que ao crescer pretende incluir, ou ao excluir quer desconhecer a verdade de que a violência é o resultado mais rápido, mais visível e sempre presente nos lugares onde a injustiça e a exclusão prevaleceram.

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