Boa Noite!
A velocidade com que as pessoas e notícias atravessam todo o planeta em nossos dias é, certamente, um dos marcos desta sociedade globalizada. O mundo interage em tempo real, as catástrofes são conhecidas e comentadas entre o almoço e o café da tarde, numa proporção de comunicação jamais vista e, para muitos, jamais pensada como possível.
Tudo isto é verdade. Mas, ao mesmo tempo, os indicadores sociais não avançam, a violência não cede e a justiça social não chega. O mundo está mais informado, mas não está mais justo. Os homens se conhecem e interagem mais, porém a solidariedade está sendo transformada em se reparar com pequenas proporções a imensa dívida social que temos para com milhões de excluídos.
A comunicação até pode ser considerada como resultante do aperfeiçoamento tecnológico. Mas a verdadeira fraternidade requer o crescimento interno do homem. E isto, a globalização não está propiciando. Interagimos mais, ao tempo em que, com isto, vamos criando um véu de isolamento e insensibilidade para aqueles que mais sofrem.
Se não somos os autores materiais de tantas e repetidas injustiças, estamos na platéia que atende ao chamado da omissão, ou pelo menos na arquibancada da acomodação. Aceitamos as mentiras que são oficializadas pelas autoridades, aceitando-as de forma irracional, enquanto ao nosso lado, na portaria do nosso prédio, ou na esquina do nosso trabalho, ou nas cercanias do nosso clube, pululam as crianças da rua, os viciados, os marginalizados e, óbvio, o tráfico que explora a todos.
Calamos nossos corações enganando nossos ouvidos. Testemunhamos defensores do aborto e do genocídio dos fetos ser testemunhados pelo Nobel da Paz, como o Sr. Obama, antes mesmo de ter feito qualquer gesto CONCRETO de defesa da Paz mundial. Ao contrário, Obama é um populista, charmoso segundo as mulheres, mas falastrão e dissimulado no que tange às mudanças que disse, em sua campanha, ser capaz de fazer (YES, WE CAN).
Prêmios não alimentam quem passa fome. Prêmios não curam as feridas que a exclusão provocou naqueles alijados dos direitos básicos de um ser humano. Pregar a paz e autorizar a violência é mais do que um contra-senso, é a cruel repetição de todos os atos ditatoriais testemunhados pela história nestes últimos dois séculos.
A Paz social requer mais do que belos discursos. Ela exige dos cidadãos conscientes uma cobrança e participação mais efetivas nas vidas política e social do nosso país. O movimento de formiguinha pode parecer pequeno, mas é a partir dele que se alimenta uma grande reforma no mundo.
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