23 de nov. de 2009

RODÍZIO DE EXECUTIVOS

Boa Noite!

Pesquisa divulgada esta semana por revista periódica (ÉPOCA), traz-nos uma constatação sobre a qual devemos pensar e, infelizmente, preocupar-nos: mais da metade dos principais executivos das empresas brasileiras quer SAIR da empresa em que trabalha e pretende fazê-lo em até três anos!
Óbvio que estão envolvidos alguns aspectos financeiros nesta questão: a pressão por resultados maiores e crescentes faz com que a dança das cadeiras para os CEO (CHIEF OF EXECUTIVE OFFICERS) seja algo rotineiro; também o desejo de se tornar empreendedor está motivando este desejo de saída. Mas existem alguns aspectos a serem pensados:
1. A Motivação Corporativa: os executivos não trabalham apenas pelos polpudos salários (sob o ponto de vista dos empregadores) que lhes são pagos. Eles são executivos que buscam desafios e estímulos, reconhecimento e liberdade de exercerem na plenitude suas capacidades de criação. Verificar que os líderes estão pensando em outras equipes pode querer dizer que as corporações não estão conseguindo motivá-los o suficiente para retê-los. Quando eles rodiziam de forma tão rápida, como terão tempo suficiente para implantarem suas doutrinas gerenciais? Sem doutrinas, e principalmente sem o exercício da função assim dirigida, como as equipes serão formadas para num futuro cada vez mais próximo assumirem tais cargos de direção? Empregadores que acreditam ser a mudança contínua uma mera substituição de salários poderão rapidamente perceber que perder talentos quer dizer perder espaço mercadológico.
2. A Formação das Equipes Gerenciais: enquanto empresas discutem se a remuneração é devida ou não, se devem ou não reter seus talentos (e investir para isto), outras empresas estão levando os principais e mais capazes executivos deixando... Deixando o que mesmo? Equipes mal treinadas, mal preparadas e incapazes de manter a velocidade que somente a capacitação pode dotar a uma empresa.
É preciso maior atenção com os executivos estratégicos das empresas, tanto quanto as organizações deveriam buscar uma estratégia de retenção para seus principais talentos. Mas, ao invés disso, elas continuam discutindo e demandando a maior parcela do seu tempo para tratar dos maus funcionários, dos incapazes, ou dos descomprometidos. Como sobreviver assim? Como esperar longevidade enquanto os donos das empresa discutem por muito tempo os que menos agregam, e tratam com a lógica do rodízio inevitável a saída dos grandes executivos que passam por nossas organizações.

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