Boa Noite!
A derrota é algo que faz parte da caminhada de qualquer gestor, seja qual for o mercado em que atue, a experiência possuída e a competência desenvolvida. Ela marca, faz sofrer, traz consigo dois terríveis associados: a solidão e o esquecimento.
As vitórias sempre são coletivas, até mesmo para uns aproveitadores que jamais nos ajudaram, mas que se tornam os mais rápidos nos cumprimentos e nas fotos. Porém, as derrotas sempre são solitárias.
Ninguém gosta de sofrê-las, mas elas doem mais nos que possuem competência e galgaram sua caminhada profissional através dela.
As palavras que os verdadeiros amigos nos dirigem (e como falo de verdadeiros são poucos nestas horas), parecem nos fazer sentir mais distantes de tudo o que projetáramos realizar, suspensos pela avalanche das mudanças que estão além de nossa governabilidade.
Derrota, segundo a Etimologia (Dicionário Houaiss), quer dizer “quebra da rota, do caminho”. Ela é algo passageiro, que causa uma certa confusão na estrada planejada, mas não a termina.
A derrota não pode se transformar num fracasso. Fracasso tem a ver com o barulho estrepitoso que resulta de uma queda. Quando se cai, de forma tão forte e violenta, pode-se nunca mais retornar-se ao estado anterior. Altera-se não o tempo do percurso, mas a própria consistência daquele que caminhava. Os fracassos quebram a alma, a vontade e a perseverança daqueles que deixam as derrotas serem neles convertidas. Por isso, em especial nos momentos que foge de nossos pés o chão que julgáramos firme, ou surgem armadilhas que não pensávamos existir, ou mesmo recebemos de quem não deveria fazer, decisões que derrotam nossos projetos, precisamos ser tolerantes à frustração e superar, rápido tanto quanto possível, o triste e amargo sabor de termos perdido.
As derrotas devem fazer com que nos arrependamos de atitudes ou ações que fizemos ou que deveríamos tê-las feito. O arrependimento é o primeiro degrau da estrada que nos colocará novamente no caminho do sucesso.
Os fracassos incutem em nós contraditórios sentimentos de culpa. E a culpa é o maior grilhão a nos impedir de alcançar a redenção e a retomada.
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