Boa Noite!
Quem é natural da Região Nordeste com certeza já ouviu a expressão: “ É ouro 16...”, referindo-se a alguma coisa ou pessoa que aparente uma importância que não tem, ou quer ser algo que não é. Trata-se, assim, de uma forma jocosa com a qual os nordestinos alertam que resultados não se obtém meramente com discursos ou escritos pomposos, mas sem resultados, bem construídos gramaticalmente, porém desprovidos de afinidade para com os objetivos estratégicos das organizações.
A história que nos chega é de que o Ouro 16 era um composto apenas “banhado” de ouro, sem a mesma consistência e densidade do elemento original, que tanto é valorizado desde os tempos mais antigos. O Ouro 16 engana a visão, aparenta ser algo mais importante, mas não possui a mesma substância do original. Enfim, quer ser algo que não é!
Quanto Ouro 16 existe hoje em dia em nosso país? Atenção, apesar das eleições terem ocorrido ontem, nas cidades onde houve disputa do segundo turno, não estou falando (apenas) de política! Falo do mundo corporativo.
Quantas figuras que bem seriam melhor classificadas se as rotulássemos de “exóticas”, e assim não as levássemos tão a sério nas empresas, deixando-as nas prateleiras das curiosidades. Infelizmente não é isto que acontece! O mercado está cheio de Ouro 16: veste-se como gestor, cheira como um (até os perfumes prediletos são repetidos), fala como um, mas age como um concorrente! Elabora brilhantes textos, normas operacionais que até parecem defender sua organização, mas em verdade querem ficar na sua, sem problemas, sem assumir maior comprometimento com a defesa da sua organização, quietinhos, quietinhos... Atacam os que desejam consolidar as empresas onde trabalham, e acabam assumindo a defesa dos concorrentes. Isto tudo sob uma capa, perfeitamente identificável, de compromissados gestores. Tudo é falso, como o ouro 16 também o é!
Cuidado com discursos pré-fabricados.
Atenção aos que pensam tanto para colocar suas opiniões que, ao fazê-lo, você nunca sabe se está recebendo um parecer de seu assessor/gestor ou está ouvindo uma fita gravada com dizeres teóricos dos “gurus”.
Seja esperto em identificar, previamente, estes tipos dentro de sua organização. Não passam de falsos brilhantes, melhor de Ouro 16: tentam apresentar o que não são e falar sobre o que não assumem como compromisso profissional de vida – a defesa de suas organizações.
Quer um conselho sobre o que fazer com eles? Simples. Coloque-os para trabalhar no seu concorrente. Rápido. Antes que eles identifiquem o ouro 16 que você tem!
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