Bom Dia!
Apresentações bem elaboradas; técnicos que dominam o conteúdo dos slides e o dom da oratória; idéias que empolgam os dirigentes e todo o nível central da empresa; enfim, todos os fatores que aqueles responsáveis por sua confecção consideram essenciais para um retumbante sucesso.
E aí, quando a estratégia ou as ações chegam ao mundo real, onde vivem os nossos clientes, o resultado esperado não chega, o fiasco bate à porta de sua organização! O que aconteceu?
A resposta aparenta simplicidade em sua estrutura formal, mas extrema complexidade no que diz respeito ao surgimento do principal vínculo entre apresentações e resultados: a atitude de quem vende o produto, ou seja, daqueles que estão em frente aos nossos clientes!
Sucessos Power Point são aqueles que apenas causam efeitos positivos entre as quatro paredes do nível diretivo central das organizações. Mas, onde está o mercado? Nas salas bem decoradas dos seus dirigentes, ou nos pontos de atendimento, quer sejam eles presenciais, quer sejam à distância, ou mesmo virtuais. O mercado está onde o cliente está. Ele não é próximo à Sede da empresa, ou mesmo da casa de seus proprietários.
O mercado é o lugar onde encontro meus clientes atuais, potenciais ou futuros. Por isso, quem está próximo a estes últimos deveriam estar não apenas presentes às apresentações bacanas que se fazem nas diretorias. Eles deveriam fazer a primeira análise delas. Não estou defendendo princípios socialistas ou bobagens da espécie. Funções estratégicas existem, são importantes e sempre existirão. Mas não agüento mais ver empresas jogarem rios de dinheiro pelo ralo, correndo atrás de análises e pareceres que não parecem outra coisa a não ser aquilo que são: lixo.
Estratégias e ações boas são aquelas que partem dos clientes, de suas necessidades externalizadas, possíveis ou ainda desconhecidas deles mesmos. Se envolvo as equipes e os níveis que com ele interagem, estou dando às áreas-meio da empresa os subsídios para que seus processos sempre revertam em agregar valor ao cliente e à própria empresa.
Se esqueço, ou dos clientes, ou de quem os atendem, continuo na trilha do sucesso Power Point: dura apenas o tempo da apresentação, em geral acaba com uma bela frase que cinco minutos depois ninguém mais lembra e gera sempre pedidos de ser enviada às pessoas presentes que quase nunca a usam. Em suma, não servem para gerar resultados. E sem resultados, o que será de uma organização?
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