Bom Dia!
Íris era uma jovem nordestina que mal completou a idade de obter seus documentos, resolveu enfrentar o desconhecido e junto com ele o enorme desafio de tentar ganhar a vida no Rio de Janeiro. Deixando para trás, há dois anos, sua terra natal no interior da Paraíba, o município de Fagundes, partiu para encontrar trabalho e, sem saber, sua morte.
Íris deve ter escutado bastante os argumentos, propagandas e outros meios incentivadores da experimentação. Um bilhete achado hoje e divulgado pela imprensa (Rede TV!) possui um texto dela onde se diz arrependida de não ter escutados seus pais. Ela se referia ao estabelecimento de uma vida conjugal com seu 'namorado', bem ao estilo defendido pelos relativistas modernos, quando seus pais recomendavam cautela, calma e aprofundamento da relação antes do casamento.
Mas Íris era uma jovem de 21 anos, ou melhor de 19 anos quando resolveu experimentar uma relação 'moderna', como todos a sua volta lhe diziam. "Se não der certo, separa", não é este o refrão ao qual se atribui uma 'visão moderna, progressista'.
O concubino tem a mesma idade de Íris e também é nordestino.
Ambos moravam na Favela-Bairro Rocinha e estavam acostumados à repressão dos traficantes, o estado paralelo que mais cresce, como nunca na história deste país.
O concubino estava desempregado. Talvez um dependente químico.
Perdeu seus sonhos e perdeu a cabeça. Destruiu a vida de Íris, jogando seu corpo dentro de uma mala no canal do Leblon. Destruiu a família de Íris e a sua. Destruiu tudo em que tocou, inclusive a sua vida.
Não vi em nenhum jornal os defensores da liberalização das drogas falarem sobre o crime.
Não vi em canto algum os relativistas que tanto atacam aqueles que defendem a Família se pronunciarem sobre esta tragédia.
Não vi ninguém da imprensa retratar-se contra as críticas que fazem aos defensores da vida.
Somente estão preocupados com a morte de Íris e com o fato do assassino ainda estar refugido. Isto dá IBOPE, a vida não.
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