9 de jun. de 2010

O ÁLCOOL ESTÁ VENCENDO O JOGO

Bom Dia!


Pesquisa veiculada pela FOLHA DE SÃO PAULO de 08 de junho retrata uma das tristes realidades a que está sendo destinada a nossa juventude: 33% dos jovens com até 18 anos já se embriagaram completamente, pelo menos uma vez nas suas curtas vidas. E mais, para 98% dos entrevistados é mais fácil comprar bebidas alcoólicas do que, quem sabe, balas e guloseimas.
É óbvio que já se começou a debater o efeito das propagandas de bebidas, veiculadas nos horários nobres e estreladas por atletas de cabeça vazia e/ou modelos vazias de (quase) tudo. Se já deve ser lamentado ver “atletas” que se dispõem a trocar seu exemplo de pessoa pública por um cachê, “vendendo” suas consciências, não se deveria esvaziar a discussão do fato olhando-se apenas o lado da propaganda e da mídia.
A propaganda vende o que é permitido pela Lei, ou aquilo que os donos dos canais de comunicação gostariam que o fosse. Portanto, ela é uma ferramenta que somente explora o lado “divertido” da bebida porque existe uma permissividade maior: da sociedade brasileira.
Somos nós que assinamos as propagandas, quando adotamos uma postura relativista para com a juventude, querendo que “viver o momento” seja justificativa para qualquer ato praticado pelos jovens, com medo de sermos considerados “retrôs”. Nós dizemos a eles que mergulhem no abismo do que surgir pela frente, pois só se vive “uma vez” e temos que “aproveitar cada momento”. Não é essa a postura dita “modernista”?
Bem, os jovens acreditaram em nós.
Eles estão mais irresponsáveis no sexo, pois acham que basta a camisinha e tudo está resolvido. Estão mais ávidos de consumir as drogas lícitas (cigarro e bebidas alcoólicas), mas também as ilícitas (não estamos fazendo passeatas pró-maconha?). Os jovens estão levando a sério nossos discursos, até porque não possuem a vivência para diferenciá-los quando são fúteis e vazios!
O álcool está vencendo a corrida contra a estabilidade e a saúde. A pergunta, frente à pesquisa e seu lamentável resultado, é: vamos novamente refugiarmo-nos na covardia de atacar os efeitos, ou mergulhar no profundo debate que pode nos levar de volta ao caminho da verdadeira felicidade e paz coletivas?

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