12 de jun. de 2010

O MAL DO XERIFE

Boa Noite!

Penso que qualquer pessoa viva, em algum instante de sua existência, já viu ao menos de relance um bom e velho faroeste. Neste gênero do cinema, que ainda possui diversos apreciadores, sempre existe um bandido, malvado, mal-encarado e sujo, e, por outro lado, um xerife, bonzinho, bonitinho e limpinho. E é óbvio que, como o xerife é do bem, tudo ele pode fazer, inclusive destruir toda a cidade somente para matar o bandido. Ele ainda deixa os comparsas do criminoso fugirem, talvez para assegurar seu mercado de trabalho, talvez por acreditar numa sequencia do filme, ou mesmo por absoluta incompetência.
Mas o fato é que o xerife não quer saber de efetividade: ele quer mesmo é identificar (segundo seu critério - e é óbvio o do roteirista do filme) os bandidos e tacar-lhes fogo avassalador. A isto eu chamo o Mal do Xerife: atira em tudo que se move, antes de separá-los e identificá-los, pois acredita que dentre todos os que morrerem, deverão estar também os bandidos. Se a cidade for destruída? Bem, ele procura outra cidade...
Sempre achei, até hoje, que esta postura dizia respeito à fantástica arte chamada de cinema.  Depois de ler as declrações dos dirigentes da ANS nesta data, comecei a acreditar que existe uma patologia chamada de Mal do Xerife e que ela, definitivamente, invadiu o sistema de ar condicionado da agência e contaminou seus dirigentes.
A ANS vai analisar os pedidos de reajustes das operadoras em função das "boazinhas" e das "mauzinhas". E para obter esta "certeza" ela vai usar os indicadores que ela esmo desenvolveu, e que não divulga para o mercado, a não ser de uma forma generalizada, e que, por exemplo, considerou uma Seguradora que não possui NENHUM PROGRAMA DE PREVENÇÃO À SAÚDE, a MELHOR OPERADORA do Brasil!
Pois agora será assim. Quem a ANS considerar do "bem" terá reajuste pleno (pleno, na visão da ANS, entenda-se bem); mas, quem for considerado do "MAL"... VADE RETRUM SATAN!!!! Fogo, ou melhor, zero de reajuste.
É duro de acreditar, mas é a fala dos principais dirigentes da agência reguladora. Quem não aceitar que feche as portas, ou talvez mude de filme. De fato, a ANS está se superando. Ela agora entrou no campo das produções cinematográficas: muitos efeitos e pouca substância.
A saúde suplementar não precisa desta pirotecnia. Os clientes precisam de produtos que lhes assegurem a SAÚDE, só isso. Mas a mídia precisa de sangue e, assim, nada melhor do que um velho e sangrento duelo ao por do sol...

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