Bom Dia!
O Ministério Público em nosso país tem participado de importantes e decisivas mobilizações em defesa dos direitos coletivos de nossa sociedade. Porém, todas suas vitórias nos mais diversificados setores ainda não foi bastante para fazer com que os ilustres representantes do MP ingressem com medidas efetivas de melhoria da Saúde Suplementar. Os precipitados pareceres e as ações quiméricas fazem com que a inserção do MP na Saúde se assemelhe sempre a uma ação voltada para a forma e não pela melhoria do seu conteúdo.
A última deles deixa bem claro isto. Preocupados com o número de mortes ocorridos nas cirurgias plásticas, o MP resolveu impetrar ação que obrigue as clínicas plásticas a possuírem... Unidades de Terapia Intensiva, ou seja, UTIs. Alegam que no caso de problemas durante as plásticas, a remoção de pacientes para outros hospitais é fator que contribui para tantos óbitos.
Ou seja, os procuradores ouviram o canto do galo, mas não localizaram sua fonte.
A maioria dos óbitos que chegam ao conhecimento do público decorrem de paradas cardíacas que não foram revertidas principalmente pela inexistência ou insuficiência dos carrinhos de parada, ou falta de habilidade dos médicos presentes aos eventos. E para tais situações, a existência de uma UTI em nada vai fazer a diferença.
A UTI pressupõe que já houve uma intervenção anterior que estabilizou hemodinamicante o paciente e, aí sim, cabe-lhe a monitorização cardíaca e respiratória e a intervenção em intercorrências futuras. Ora, no momento da parada o procedimento não é de remoção para uma UTI. Isto será o fim do paciente. A intervenção imediata e correta é que fará a diferença. Depois da urgência estabilizada, a remoção pode ser feita sim para outro local sem maiores riscos agregados aos já enfrentados pelo paciente.
Ter uma UTI é criar uma ilusão de que a forma prevalece sobre o conteúdo, neste caso, o saber médico de intervir numa situação máxima de risco de morte que é uma parada cardíaca. Não é a parafernália da UTI o mais importante e sim o saber médico. se este último não existe, o primeiro será apenas um 'enfeite de luxo'. E exatamente por ser de luxo custará caro. Inviabilizará a maioria das clínicas e reduzirá o acesso da população que deseja fazer uma plástica.
Reduzir o acesso sem agregar a qualidade... É este o objetivo do MP? Não acredito. Por isso, prefiro julgar que, mais uma vez, o desconhecimento, ou as perguntas feitas nos fóruns errados, levar-nos-ão a mais uma solução 'Tabajara' como o diz um famoso grupo de comediantes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário