16 de jul. de 2010

SOU CONTRA ASSASSINATOS!

Bom Dia!


A ministra Nilcéia Freira em artigo escrito na Folha de 14.07.2010 pede à sociedade que permita às mães de crianças anencéfalas que não as “obriguemos a sofrer”. Não tenho o poder de imiscuir-me nos pensamentos mais distantes destas grávidas, para assim medir-lhes o “sofrimento” detectado pela ministra, mas gostaria de abordar o problema por outra ótica. Até que ponto estamos nós, sociedade que busca relativizar todas as esferas de vida existentes, inclusive a própria existência do ser humano, contribuindo, ou pior, criando este sofrimento?
Quando passamos a dizer que avanço é praticar uma forma ‘modernizada’ de eugenia, nos moldes daquela praticada por governos e estados totalitários do século passado, e com isso pressionarmos todas as gestantes que se encontram nesta situação, não somos nós que criamos esta ‘necessidade de descarte’?
Nos momentos em que deixamos de ver a vida servindo a vida, para rotularmos este ou aquele ser humano de passível de descarte, não somos nós que estamos infligindo a TODA a sociedade um sofrimento irreal e agressivo?
Quando devíamos ser solidários ao choque da mãe que recebe a notícia, dando-lhe apoio e sustentação para a árdua missão que teria pela frente, aumentamos sua dor e sua angústia ao exigir-lhe que assassine o feto que gerou, porque este, incompleto, não merece viver.
Sra. Ministra, não há hipocrisia nisto? Ou ao menos, se a palavra soar muito dura, egoísmo? Por que não criarmos uma corrente de apoio à vida, ao invés de pressões para que legalizemos a morte?
Por que não jogar toda sua inteligência, tão bem demonstrada no artigo bem escrito, na produção de leis que amparem estas mães e façam da vida que não irá prosperar a vida para tantos que dela podem receber um exemplo ou algo mais?
Por que relativizamos a vida, quando nos é tão cara?

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