Bom Dia!
Pesquisas realizadas e divulgadas em 16.07 pelo Ministério da Saúde trazem-nos mais uma derrota do Sistema Público de Saúde em nosso país: cresceu em 94% em relação ao mesmo período do ano passado o número de mortes causadas pela Dengue.
A dor das perdas das vidas é aumentada quando recordamos quais as grandes prioridades defendidas em público pelo mesmo Ministério ao longo destes últimos 12 meses. Piora mais se lembramos que a epidemis de Dengue é previsível, com data marcada para acontecer e... quase que totalmente evitável.
As ações preventivas passam pela educação continuada em Saúde de toda a apopulação, responsabilidade que extrapola o campo do Ministério da Saúde, mas que jamais terá êxito se este não asumir o papel que lhe compete.
Fiquei tentado em pesquisar o tempo dedicado a isto na televisão e no rádio, locais onde o governo federal e os estaduais sempre possuem considerável espaço e janela quase que aberta diariamente para incentivar nossa população a educar-se sanitariamente falando. Mas, desisti. Porque não precisa.
Gastamos minutos preciosos nos debates sobre a cirurgia de troca de sexo, as unidades especiais para os homossexuais e as lésbicas (dentro da rede SUS), o aborto, a camisinha, enfim, estes temas que nada agregam à saúde e menos ainda ao desenvolvimento de uma consciência coletiva de prevenção e defesa da vida.
Nestas últimas duas semanas, de manhã à madrugada, o foco do governo tem sido a intromissão na educação dos filhos pelos pais, com a lei anti-beliscão. Ou seja, imiscuir-se na família tem sempre a prioridade que deveria usufruir as ações de prevenção em Saúde. É um caminho sem volta, até porque não dá mais tempo para este governo atual mudar nada disso que faz (ou não?) há oito anos.
Resta-nos esperar pelo futuro governante.
Seja masculino ou feminino, rezemos para que seja coerente.
Num país ainda marcado por desigualdades sociais imensas, por falta de pensamento proativo nas mais diversas esferas de atuação pública e por uma imensa carência de competência gerencial nos cargos mais estratégicos, esperemos que o vitorioso ou a vitoriosa levem a sério a Saúde Pública.
Todos nós seríamos mais felizes e agradecidos com isto. Por enquanto, feliz mesmo, continua apenas este rídiculo, minúsculo e famigerado mosquito.
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