Bom Dia!
Navegar é preciso. Isto quer dizer que uma vez definidas as condições da viagem, as coordenadas (ou seja, os objetivos) para onde se deseja chegar e estabelecida a melhor velocidade de navegação, pode-se afirmar com relativa certeza o tempo necessário para tal. De posse destas informações, o capitão do navio imprime sua experiência pessoal tanto nos aspectos relacionados à segurança do transcurso, quanto às possibilidades de se encurtar o tempo, sem prejuízo de outras variáveis.
A importância da figura e da liderança do Capitão não diminuem com a precisão, apenas permitem-lhe olhar para o sistema todo no qual seu instrumento de trabalho está inserido. É o foco no estratégico o principal fator de sucesso de uma viagem desta, em suas condições normais. O conhecimento do tático somente será de valia ao gestor do barco na ocorrência de uma eventualidade o que em alto-mar costuma chamar-se de tormenta ou tempestade.
Gerenciar, infelizmente, não é preciso. Você lidera as equipes com transparência, procura ser assertivo para com todos e o retorno não se dá em curto prazo. Aliás, quantas vezes precisamos nos ‘conformar’ em avanços que se dão em passos de tartaruga, milímetro e milímetro, exasperando os mais ansiosos, derrubando os mais fracos.
O pior de tudo, para mim, é a contemporânea moda do NÃO-PENSAR. Muitos resolveram abdicar do raciocínio, acreditando ser este prejudicial à sobrevivência dos neurônios. Digo-lhes que pensar não queima neurônios humanos, mas acomodar-se os congela. E a geleira decorrente da acomodação é mais fria do que o inverno siberiano, onde as temperaturas podem chegar no auge do Inverno a – 60 graus CELSIUS.
Como é difícil descobrir o ponto certo motivacional das equipes. Especialmente se suas formações pessoais nos campos da cultura e do profissionalismo são divergentes. Por isso o grande cuidado que todos devíamos ter com os novos funcionários. Aqueles que apesar de suas inexperiências não trazem consigo os vícios de cada setor onde já trabalharam. Este público novo, muitas vezes rechaçado pelas organizações deveriam ser melhor percebidos, mais amplamente treinados e condicionados a serem profissionais o tempo todo e todo o tempo.
Não é fácil conduzir equipes. Em momentos mais áridos chega a ser frustrante. Mas também será dessa imprecisão que caracteriza a atividade gerencial que buscaremos a fonte de nossa criatividade, a formação consistente de nossa liderança e a prova definitiva de que somos (ou não) talhados para a administração.
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