Bom Dia!
O mercado foi dormir na segunda feira, dia 30.08, com uma nova configuração na oferta de serviços de exames laboratoriais e de imagem: a junção entre as duas mega companhias que nele atuam - o Diagnósticos da América (DASA) e o MD1 (Amil). Com a compra de 26% do DASA pela Amil, esta última passou a ser o maior investidor privado na rede de diagnósticos que se espalha em todo o país e domina o mercado paulista quase que sem concorrentes.
São duas opções distintas de atuação que agora se unem: a Amil tem buscado o crescimento com uma nova proposta de gestão, iniciada com a abertura de seu capital, mas conduzida com firmeza pelo visionário Édson Godoy (fundador e presidente). O DASA vinha se caracterizando por comprar e comprar, sem muita nitidez quanto ao projeto estratégico, ou melhor, a MARCA estratégica que estaria buscando consolidar. Daí as alterações e oscilações que seus balanços denotam desde o seu IPO.
Pois bem, agora estas duas gigantes que trilhavam caminhos parecidos na sua forma, mas profundamente distintos em seus conteúdos, tornam-se uma só, quanto aos aspectos práticos do mercado. É conhecida a capacidade de diversos dos principais executivos do Grupo Amil, além de inegável o faro que o Dr. Édson possui para identificar, capacitar e trazer para sua empresa os talentos não tão fartos que existem no mercado de saúde suplementar. A dúvida é: vão ter tantos quanto uma imensa junção como esta que se anuncia, mal terminada a da Medial, precisa?
Os principais atores do mercado já mostraram que possuem e estão com seus apetites ampliados. Oportunidades surgirão, questiono-me é se haverá como preenchê-las sem prejudicar-se a qualidade que as empresas do MD1 reconhecidamente alcançaram. A concentração dá empresas mais sólidas. Esta é uma tendência incontestável do setor, mas dará aos clientes um maior diferencial no seu atendimento e na qualidade dos exames realizados?
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