Bom Dia!
Próximo da data em que as eleições gerais vão acontecer no Brasil, já é bastante perceptível a elevação das temperaturas pessoais e partidárias dos principais candidatos. Começa-se naquele desagradável esporte nacional chamado avacalhação da vida alheia, enquanto cada um dos presidenciáveis busca mostrar que sua ‘asa de anjo’ é maior do que a do vizinho.
Por fora das considerações sobre este ou aquele programa de governo, e até porque ninguém parece muito interessado em discuti-los, ao menos no setor da Saúde Suplementar, é assustador o posicionamento superficial de todos para com as questões que envolvem a Ética. Não é possível se relativizar este fundamento da sociedade humana, que concretamente tem ajudado a superar os regimes ditatoriais, as tentativas de exploração do homem pelo homem, as guerras vazias e interesseiras, dentre outros ataques que a raça humana inflige ao próprio Ser Humano.
A Ética não caiu de moda. Tampouco ela envelheceu. Aliás, jamais estivemos tão carentes de que seus princípios diretos e decorrentes estejam à frente dos governantes e demais lideranças, em cada instante de suas vidas públicas e no momento de cada decisão que sancionam ou votam. Por que então ela está sendo tão solenemente esquecida? Ou seria melhor dizer: ignorada? Fica a impressão de que a disputa pelo poder assumiu um caráter destrutivo, no qual a obtenção do Poder vale qualquer artimanha, subterfúgio, vilania. É o poder pelo poder, e não como forma de transformação da sociedade, para um mundo mais justo, mais equânime, mais digno.
A ânsia de governar, a qualquer custo, sobrepõe-se aos cuidados que se deve ter para com a democracia, regime que vai sendo paulatinamente assassinado pela sede do poder, digna dos piores regimes de exceção da história da humanidade.
Como estamos reagindo a isto tudo? Fazendo piadas? Desligando a TV e o Rádio? Fugindo das discussões em nossos coletivos pessoais, profissionais ou sociais?
Não ter motivação para fazer campanha política deste ou daquele candidato, por tudo o que presenciamos nestes últimos anos, eu até entendo. Não quero dizer que concordo, mas entendo perfeitamente. Mas fugir da discussão acerca da Ética é adotar uma atitude complacente e conivente com aqueles que desejam ‘atualizá-la’. Ou falando claro, transformar seus conceitos e verdades para que fiquem de acordo com seus interesses egoístas e despudorados. Deste debate nós não temos o direito de fugir.
Cada episódio que afete a integridade e honradez da campanha deve ser esclarecido, responsabilizado e punido, ANTES do término do processo. Seja uma violação, seja uma calúnia. Para que a grande vencedora do pleito maior numa democracia já seja conhecida por todos nós, antes do resultado que as urnas trarão: a vitória da Ética, apenas dela, seja qual for o nome consagrado em Outubro.
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