30 de out. de 2010

NÃO SEJA VÍTIMA!

Bom Dia!

É natural que busquemos algum tipo de acomodação pessoal ou profissional, a partir de determinados momentos de nossa vida. Após uma carreira de muitos riscos ou dificuldades constantes, quase todos os profissionais (em especial os gestores) almejam uma certa 'estabilidade' associada a uma desaceleração no seu ritmo de trabalho.
Em nível pessoal, especialmente após mudanças bruscas que envolvem as nossas vidas e daqueles a quem amamos, ou após perdas inesperadas que mexem conosco e nos trazem nuvens cinzas de tristeza para os corações, surge em cada um o anseio inesperado pela tranquilidade, calmaria, mecanicidade, rotina mesmo.
A questão é: até onde este desejo de sossego se constitui numa 'parada para descanso e reabastecimento', retomando-se rapidamente a caminhada, ou onde ele se torna uma 'armadilha' que aprisiona e leva os que o cultivam a um labirinto sem saída?
Quando a rotina é o carro-chefe de nossas vidas, quer no pessoal, quer no profissional, uma falsa sensação de alegria nos invade, fazendo com que de forma breve e superficial nos sintamos agradáveis e atendidos pela situação. Podemos não perceber, mas começamos a mudar conceitos e metas, aspirações e sonhos, para que, reduzidos e mediocrizados, eles se encaixem no mecanismo de fuga que criamos.
Entender e vivenciar a MUDANÇA como fatr essencial à existência humana não irá diminuir a intensidade ou quantidade de provações que enfrentaremos nesta vida. Mas ajuda-nos a encará-las como desafios instigadores do nosso crescimento. E somente encara seus desafios quem percebe suas potencialidades e, provando-as, vai em busca de mais recursos, maior crescimento, melhor potencial para vencê-los.
Derrotados não são desafiados. Nem sequer são lembrados.
Derrotados procuram fazer de seus reveses, sejam quais forem suas causas, motes para se tornarem vítimas.
Fazer-se de vítima, de perseguido, como uma venda que tampe os olhos ao que precisa ser feito e mudado é uma forma velada de resistência às mudanças e uma recusa às chances que os momentos de provações nos criam.
No âmbito profissional, as mudanças e seus desafios devem ser recebidos como forças que nos levam a novos mercados, complexos, intrigantes e capazes de nos fazerem crescer.
No âmbito pessoal, mudar é mergulhar fundo naquilo que talvez não compreendamos e nem conheçamos, mas que pela Fé sabemos ser fruto da verdade que tanto perseguimos.
Não ser vítima, estando em constante mudança é um requisito de nossa caminhada humana.

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