Bom Dia!
Duas pesquisas realizadas em países distintos (EUA e Alemanha), por técnicos ligados à PORTLAND STATE UNIVERSITY (Dra. Charlotte Fritz) e Universidade de KONSTANZ (Dra. Sabine Sonnentag), mensuraram a existência de efeitos sobre a saúde e a produtividade daqueles que são ‘viciados em trabalho’.
Os denominados WORKAHOLICS são pessoas que não desligam da empresa, costumam levar trabalhos para fazer em casa, pensam nos problemas o tempo todo e, invariavelmente, estão a cada momento pendurados em seus celulares, netbooks, laptops, ou similares, disparando orientações, decisões ou simplesmente interferindo no descanso de suas equipes.
Pois bem, o estudo americano que teve como foco um grupo de profissionais com idade média de 45 anos e, portanto com cargos administrativos na sua maioria, que trabalham em organizações diferentes (também universidades), apresentaram queda pela metade das suas condições de saúde e da produtividade no trabalho. Ou seja, ao não desenvolver outras atividades e não respeitar suas casas como lares, eles não apenas deixam todos insatisfeitos (familiares e empregados), como PRODUZEM MENOS do que os outros ‘trabalhadores normais’.
Já o grupo da Alemanha desenvolveu sintomas psicossomáticos e uma exposição altíssima à exaustão laborativa e mental, fatores que irão reduzir o seu tempo útil de trabalho profissional. É mais ou menos como uma rápida existência profissional, onde alguém que poderia permanecer por décadas à frente de equipes vitoriosas e organizações de sucesso transforma-se, pelo exagero de seus comportamentos, num profissional ‘autodescartável’.
O trabalho é a mola propulsora da sociedade contemporânea, mas não é o centro da vida humana. O ser humano é o ponto central para o qual devem convergir todos os avanços e ganhos que as organizações aferirem. Por isso, trabalhar deve ser algo que completa a nossa importância para a sociedade na qual estamos inseridos, nunca uma forma velada de obsessão ou uma tentativa de se suprir vácuos que a falta de Fé, de Religião, de Solidariedade, de Compromisso e outros aspectos morais, causam naqueles que se omitem em tais questões.
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