Boa Tarde!
O Ministro da Educação Fernando Haddad declarou à imprensa que o ministério é um espaço democrático e não pode ser entendido como um “Ministério da Verdade”. Ou seja, de maneira irrefutável aderiu ao relativismo, agora aplicado à gramática da Língua Portuguesa.
Deixe-me voltar no tempo para vocês entenderem. Desde o final da semana passada o Ministério da Educação vem recebendo críticas de diversos jornais e mesmo de escritores por ter permitido, comprado e divulgado livros que contém erros grosseiros de Português, tais como: “Nós compra peixes”.
A razão defendida pela autora do ‘texto’ é a de que deve prevalecer sobre a forma gramatical correta (e escrita), a linguagem do ‘povo’, aquela que é dominante, hegemônica. Portanto, as regras gramaticais são inibidoras da ‘democracia’ do falar. Já o registro de sentenças e frases estúpidas e fomentadoras da desinformação cultural, na visão deste novo grupo relativista, espelha a ‘verdade da sociedade brasileira’.
Estes livros destinam-se às faixas etárias mais jovens nas escolas. E estas faixas etárias, segundo reportagens publicadas na Folha de São Paulo e no jornal O Globo tornaram-se nos últimos anos, meros ‘copistas’. Não estamos alfabetizando as crianças para que, através de uma mente livra e informada, escolha seu destino. Estamos dando canudos de copistas e jovens que serão facilmente manipulados na adolescência e na fase adulta (?).
Em nome desta aberração, o ministro quer ver seu Ministério ser ‘democrático’. Não deveria ser educador?
Onde repousa a Educação que serve de ferramenta à liberdade da raça humana? Ele se sustenta nos pilares do conhecimento correto, profundo e fundamentado daquilo que recebemos quando buscamos a graduação. Todos os regimes de exceção no mundo, incluindo os totalitarismos de esquerda e de direita atacaram, em seu primeiro momento, a educação fundada sobre a verdade.
Permitir que erros sejam apresentados como a ‘vontade da maioria’ soa-nos tão grave e violento quanto foram as piras montadas pelos nazistas com os grandes clássicos da literatura mundial?
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