15 de ago. de 2011

DE GREVE EM GREVE

Boa Tarde!

Os médicos começam no próximo dia 01.09 uma nova etapa na vida do Sistema de Saúde Suplementar neste país: a onda das greves. Eles decidiram que doze planos em São Paulo sofrerão retaliações a cada semana, especialidade após especialidade, até aceitarem os termos negociais de aumento das consultas e, ponto principal de suas reinvidicações, a imposição unilateral da CBHPM (atualmente na sexta edição).
Como todo movimento público cria seus adeptos, os médicos que atendem ao SUS, até que enfim, perceberam que seus honorários também são pequenos e já chamaram um dia de greve para o próximo 25 de outurbo. E assim, de greve em greve, esperam os profissionais médicos aferirem os honorários com que julgam ser merecedores de respeito por parte das operadoras e, agora, do setor público.
Com  paralisações conseguiremos algo certo: um maior distanciamento entre os setores das operadoras que defendiam o diálogo e o avanço nas discussões negociais técnicas, em prol do favorecimento dos segmentos mais radicais existentes em ambos os lados.
Com as greves, os principais causadores de atritos e problemas que são os fornecedores de materiais de alto custo, órteses e próteses, não apenas continuam fora das mesas de negociação, como testemunham o retrocesso nas tímidas iniciativas que havim sido feitas na busca pela moralização desta questão na Saúde Suplementar. Enquanto brigamos silenciosamente (e às vezes não) através das paralisações, os causadores dos grandes conflitos ganham mais lugares para se refugiarem e saírem da ribalta que tanto detestam.
De greve em greve serão até conquistados novos e maiores valores, como os desejam os médicos. Mas em conjunto teremos enormes vazios e espaços negociais que dificilmente serão recuperados, quebras de confiança e de expectativas otimistas que dificilmente serão reconstruídas.
De greve em greve aceleraremos os caminhos para a concentração no mercado e consequente privilegiamento das operadoras que foquem suas atividades na questão meramente financeira. De greve em greve iremos caminhar para o nada.

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